Futuros de NY recuam após ataque dos EUA contra Irã em “legítima defesa”

Mais cedo, o presidente Donald Trump havia acusado o Irã de ter abatido o helicóptero, que, segundo ele, patrulhava o Estreito de Ormuz

Camille Bocanegra

(Foto: Bradley Andrews/Unsplash)
(Foto: Bradley Andrews/Unsplash)

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Os futuros das ações dos EUA recuaram na noite de terça-feira, depois de os Estados Unidos lançarem “ataques em legítima defesa” contra o Irã, em retaliação à derrubada de um helicóptero no dia anterior.

Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 caíram 0,20% cada. Os contratos futuros atrelados ao Dow Jones Industrial Average recuaram 91 pontos, ou 0,18%.

As tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar na noite de terça-feira, depois que forças americanas lançaram ataques contra o Irã “em resposta à derrubada, ontem, de um helicóptero Apache do Exército dos EUA”, informou o Comando Central dos Estados Unidos.

Mais cedo, o presidente Donald Trump havia acusado o Irã de ter abatido o helicóptero, que, segundo ele, patrulhava o Estreito de Ormuz. O Irã não assumiu diretamente a responsabilidade pela derrubada do helicóptero. Ainda assim, esse novo desdobramento ameaça o frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e pode dificultar o avanço rumo a um acordo de paz.

No pregão regular de terça-feira, o Dow Jones subiu 0,17%, aos 50.870,94 pontos. O S&P 500 perdeu 0,26%, em 7.386,44 pontos. E o Nasdaq caiu 0,97%, encerrando em 25.678,82 pontos e ficando abaixo dos 25 mil pontos nas mínimas do dia.

As bolsas de Nova York atenuaram as perdas vistas no começo da tarde, quando o setor de tecnologia do S&P 500 chegou a tombar cerca de 4%. As ações de semicondutores e IA continuaram em correção, embora tenham se afastado das mínimas do dia.

A forte queda de terça-feira foi uma extensão da realização observada na semana passada, que veio após uma alta impulsionada pela inteligência artificial.

O índice de preços ao consumidor de maio será divulgado às 9h30 de quarta-feira, no horário de Brasília. O consenso da Dow Jones projeta que o índice mostrará a inflação em um ritmo anual de 4,2%, com alta mensal esperada de 0,5%.

Se confirmado, será a primeira vez que o índice de preços ao consumidor, ou CPI, ficará acima de 4% desde maio de 2023. Também será a leitura mais alta desde abril daquele ano.

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