Futuros de NY operam ‘de lado’ e índice japonês fecha em máxima histórica

Na Ásia, o índice japonês Topix fechou o ano em máxima histórica, e o yuan subiu para um patamar histórico frente ao dólar

Paulo Barros Agências de notícias

Traders trabalham no pregão enquanto uma tela exibe o logo do Goldman Sachs e informações de negociação na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em Nova York, EUA, 14 de abril de 2025. REUTERS/Brendan McDermid
Traders trabalham no pregão enquanto uma tela exibe o logo do Goldman Sachs e informações de negociação na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em Nova York, EUA, 14 de abril de 2025. REUTERS/Brendan McDermid

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Os índices futuros de Nova York operam praticamente estáveis nesta terça-feira (30), após sessão de baixa na véspera e com ações de tecnologia apagando ganhos da semana passada.

Esta terça-feira também marca a última sessão de negociação do ano para diversas bolsas globais, incluindo Alemanha, Japão e Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, os mercados estarão fechados na quinta-feira (1º) em razão do feriado de Ano Novo.

Confira os destaques:

Viva do lucro de grandes empresas

Estados Unidos

Os índices futuros operam “de lado” após um pregão regular de segunda-feira em que o S&P 500 caiu 0,35%, o Nasdaq Composite recuou 0,5%, e o Dow Jones perdeu 249 pontos, ou 0,51%.

As vendas se concentraram em ações de grandes empresas de tecnologia, especialmente ligadas à inteligência artificial. A Nvidia caiu mais de 1%, a Palantir Technologies recuou 2,4%, a Oracle perdeu 1,3% e a Tesla despencou mais de 3%.

A atenção do mercado se volta agora para a divulgação da ata da reunião de dezembro do Federal Reserve, marcada para as 16h (horário de Brasília). No encontro, o banco central realizou o terceiro corte consecutivo de juros e manteve a projeção de apenas uma redução adicional em 2026.

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A agenda de dados econômicos está leve esta semana, mas os investidores terão mais uma indicação da postura do Federal Reserve para 2026. A ata da reunião de dezembro do banco central será divulgada na quarta-feira, às 14h (horário do leste dos EUA).

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia e Pacífico

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, após uma rodada de perdas em Wall Street.

O índice japonês Nikkei caiu 0,37% em Tóquio, a 50.339,48 pontos, influenciado em parte pelo SoftBank Group (-1,9%), que ontem anunciou a compra da empresa de investimentos em data centers DigitalBridge, por US$ 4 bilhões, como parte de sua estratégia para inteligência artificial (IA).

Por lá, o destaque ficou para o índice Topix, que encerrou 2025 em máxima histórica, superando o pico registrado há 36 anos, sustentado por expectativas de melhora nos lucros corporativos, pelo governo Takaichi e por um cenário global de ampla liquidez.

Na China, o Xangai Composto encerrou o pregão estável, em 3.965,12 pontos. Índices de atividade (PMIs) da indústria chinesa são aguardados no fim da noite de hoje.

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Enquanto isso, as atenções se voltam para o yuan, que se fortaleceu e ultrapassou o nível de 7 por dólar pela primeira vez desde 2023.

Europa

As bolsas europeias abriram com leve alta nesta terça, em uma semana encurtada por feriados. O Stoxx 600 subia 0,21%. Entre os principais mercados, o FTSE avançava 0,17% em Londres, o CAC 40 subia 0,18% em Paris, o FTSE MIB subia 0,71% em Milão e o DAX operava com alta de 0,15 em Frankfurt.

As ações de mineração lideraram os ganhos, com a Fresnillo subindo 3,3% e Anglo American, Antofagasta e Glencore avançando entre 1,5% e 1,8%, acompanhando a alta dos metais.

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Commodities

O petróleo registra ganhos pelo segundo dia, após as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia não terem chegado a um acordo, e a China ter prometido mais estímulos ao crescimento no próximo ano.

O Brent subiu acima de US$ 62 o barril, enquanto o West Texas Intermediate passou de US$ 58.

No mercado de commodities, os metais preciosos seguiram no foco dos investidores após sessões de forte volatilidade, na esteira de uma alta acumulada ao longo de 2025. A prata subiu cerca de 2,9% na terça-feira, após cair 9% na sessão anterior, no pior desempenho diário desde 2021. O ouro avançou 0,6%, depois de ter recuado mais de 4% na segunda-feira.

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Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)