Futuros de NY e bolsas sobem com otimismo após Trump sinalizar fim iminente da guerra

O presidente Donald Trump disse ontem que os EUA poderão deixar o Irã em "duas semanas, talvez alguns dias a mais"

Lara Rizério

Operadores na bolsa de Nova York
27/11/2024.  REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
Operadores na bolsa de Nova York 27/11/2024. REUTERS/Brendan McDermid/File Photo

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O mês de abril começa com forte ânimo para os principais mercados internacionais, em meio aos sinais de desescalada da guerra no Irã.

O presidente Donald Trump disse ontem que os EUA poderão deixar o Irã em “duas semanas, talvez alguns dias a mais”. O comentário ajudou a derrubar os preços do petróleo na madrugada, com o Brent chegando a operar brevemente abaixo de US$ 100 por barril.

⁠O presidente ‌dos Estados ‌Unidos, Donald Trump, apresentará ⁠uma ‌atualização ⁠sobre o Irã em ​um pronunciamento ​à nação às ‌21h ​de quarta-feira (22h ⁠no ​horário ​de Brasília), disse ⁠a ​porta-voz da ​Casa Branca, ​Karoline ⁠Leavitt, no ⁠X.

Os preços do petróleo bruto ainda estão cerca de 40% mais altos do que antes de março, enquanto a guerra continua a restringir o fluxo pelo Estreito de Ormuz, a principal via de escoamento de cerca de um quinto do petróleo mundial. A Agência Internacional de Energia classificou a situação como a maior interrupção de fornecimento da história, e os preços de alguns combustíveis chegaram a ultrapassar os US$ 200 por barril.

Caso os EUA se retirem, não está claro quão rápido o Estreito de Ormuz poderia voltar a funcionar — se é que isso seria possível — e Trump indicou repetidamente que os aliados dos EUA teriam que ajudar a garantir a segurança do estreito. Qualquer aumento na produção de energia da região também levaria tempo, embora uma distensão reduzisse o risco de maiores danos à infraestrutura.

Trump tem oscilado regularmente entre afirmar que um acordo com o Irã é iminente e alertar que está preparado para intensificar as operações militares. Um terceiro grupo de ataque de porta-aviões dos EUA está a caminho do Oriente Médio, sugerindo a possibilidade de uma escalada ainda maior.

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O aumento nos preços da energia, impulsionado pela quase paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, aumentou os temores de uma crise inflacionária. O preço da gasolina nos EUA ultrapassou US$ 4 por galão esta semana pela primeira vez desde agosto de 2022, o que provavelmente aumentará ainda mais a pressão sobre Trump.

Estados Unidos

Os futuros das ações dos Estados Unidos subiam nesta quarta-feira em meio às notícias sobre a desescalada da guerra, enquanto os preços do petróleo registram baixa com o noticiário.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia-Pacífico

As bolsas asiáticas fecharam em alta expressiva nesta quarta-feira, em meio a esperanças crescentes de que a guerra no Oriente Médio esteja se aproximando do fim.

Europa

As ações na Europa iniciaram o novo mês de negociações com uma forte recuperação, após registrarem seu pior mês desde 2022 em março. Pouco depois da abertura do pregão, o índice regional Stoxx 600 registrava alta de 2%, com todas as principais bolsas e setores, com exceção das ações de petróleo e gás, operando em alta. O FTSE 100 de Londres abriu com alta de 1,4%, e o DAX da Alemanha subiu 2,1%. O CAC 40 da França teve alta de 1,9% no início do pregão.

Commodities

Os preços do petróleo brent oscilaram em um pregão volátil na quarta-feira, com o contrato para junho chegando a cair mais de 4% em determinado momento, enquanto os investidores avaliavam a disposição do presidente dos EUA, Donald Trump, de se retirar do conflito com o Irã em poucas semanas, mesmo com o Estreito de Ormuz permanecendo em grande parte fechado.

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As cotações do minério de ferro na China fecharam em leve alta.

Bitcoin

(Com Reuters, CNBC e Bloomberg)

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.