Futuros de NY caem com petróleo acima de US$ 100 e preocupações com inflação

Dispara do petróleo reacende temores sobre inflação e impacto na atividade econômica dos EUA

Foto: Reuters
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Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta segunda-feira (9), enquanto os preços do petróleo ultrapassam a marca de US$ 100 por barril, alimentando temores de que o aumento dos preços da energia possa desacelerar drasticamente a economia americana. O movimento pressiona o sentimento de risco nos mercados globais e reforça preocupações com inflação mais alta nos Estados Unidos.

O petróleo WTI subia 13,19%, para US$ 102,87 por barril, depois de ter chegado a US$ 113. Foi a primeira vez que a cotação ultrapassou o patamar de US$ 100 desde 2022, quando os investidores reagiram às consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia.

O Irã nomeou o filho do falecido aiatolá Ali Khamenei como seu novo líder supremo , enquanto o presidente Donald Trump afirmou que o aumento dos preços do petróleo era um “preço muito pequeno a pagar” pela segurança e pela paz.

Estados Unidos

Não há dados econômicos relevantes previstos para esta segunda, mas os investidores acompanharão os indicadores de inflação, emprego e Produto Interno Bruto (PIB) divulgados ao longo da semana.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico reduziram parte das perdas nesta segunda após a forte queda registrada no início da sessão, em meio ao alívio parcial nos preços do petróleo depois de sinais de aumento de oferta pela Arábia Saudita.

Segundo a Bloomberg, a Arábia Saudita colocou milhões de barris de petróleo à venda, redirecionando exportações para compradores asiáticos. A medida ajudou a amenizar a pressão sobre os preços do petróleo, que haviam disparado com o conflito no Oriente Médio e temores de interrupções no fornecimento global.

Europa

Os mercados europeus operam em forte queda, com os investidores acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo.

Commodities

O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, depois que os principais produtores de petróleo do Oriente Médio, Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos, reduziram a produção de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar da forte pressão altista, parte do movimento foi amenizado pelas negociações sobre uma liberação coordenada de reservas estratégicas.

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O Brent subia 15%, para cerca de US$ 106 o barril, mas ficou bem abaixo da máxima da sessão, de US$ 119,50. O West Texas Intermediate (WTI) estava próximo de US$ 102. Os ministros das Finanças do G7 discutirão nesta segunda uma possível liberação conjunta de petróleo das reservas, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionadas pelo aumento dos preços da energia e dos custos de frete em meio à guerra com o Irã.

Bitcoin

(Com Reuters e Bloomberg)

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Felipe Moreira
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