Futuros de NY sobem e petróleo cai 4% após anúncio de acordo de paz entre EUA e Irã

Perspectiva de uma redução das tensões geopolíticas impulsionou o apetite por risco dos investidores

Felipe Moreira

A placa de Wall Street é vista na Bolsa de Valores de Nova York, no bairro de Manhattan, na cidade de Nova York, EUA, em 9 de março de 2020. REUTERS/Carlo Allegri
A placa de Wall Street é vista na Bolsa de Valores de Nova York, no bairro de Manhattan, na cidade de Nova York, EUA, em 9 de março de 2020. REUTERS/Carlo Allegri

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Os índices futuros de Nova York abriram em forte alta neste domingo (14), enquanto as cotações do petróleo desabavam, depois que surgiram informações de que Estados Unidos e Irã teriam chegado a um acordo para encerrar a guerra que se arrastava por quase quatro meses.

Segundo o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, os dois países declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Por volta das 21h35 (horário de Brasília), o Dow Jones Futuro subia 0,76%, S&P Futuro avançava 0,99% e Nasdaq Futuro tinha alta de 1,67%. Já o petróleo Brent caía 3,98%, a US$ 83,85, enquanto WTI recuava 4,69%, a US$ 80,90.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou o acordo. “O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído”, disse Trump em uma publicação nas redes sociais. “Por meio deste, autorizo ​​integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo ​​a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos.”

A perspectiva de uma redução das tensões geopolíticas impulsionou o apetite por risco dos investidores, que passaram a apostar em um cenário de menor pressão sobre o mercado global de energia e sobre a inflação, favorecendo os ativos de risco logo na abertura dos mercados futuros norte-americanos.

Os investidores americanos estarão atentos aos dados econômicos sobre o setor imobiliário e vendas no varejo nesta semana. Eles também acompanharão de perto a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que, segundo a ferramenta FedWatch da CME, tem mais de 98% de probabilidade de terminar com as taxas inalteradas, de acordo com os contratos futuros de Fed Funds.

(Com CNBC)