Futuros da Nasdaq caem mais de 1% com novas preocupações sobre IA

A Tesla caía depois que a fabricante de veículos elétricos reduziu sua previsão de gastos de capital anuais, levantando dúvidas sobre o ritmo de sua expansão em IA e robótica

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(Reuters) – Os futuros da Nasdaq caíam mais de 1% nesta quinta-feira, à medida que as ações de alto crescimento enfrentavam novas pressões depois que os resultados financeiros da Tesla e da Meta pouco contribuíram para dissipar as preocupações com os gastos em IA, enquanto uma alta nos preços do petróleo prejudicou ainda mais o ânimo do mercado.

A queda segue-se a uma sessão forte na quarta-feira, quando o Nasdaq, de forte presença tecnológica, liderou a alta de Wall Street, à medida que resultados robustos da SpaceX e da Super Micro reacenderam o otimismo em torno das ações ligadas à IA.

A SpaceX caía 2,3% e a Super Micro recuava 4,7% nas negociações pré-mercado nesta quinta-feira, à medida que os investidores mudaram seu foco dos resultados financeiros para o custo crescente da expansão da IA.

A Tesla se desvalorizava 5,3% depois que a fabricante de veículos elétricos reduziu sua previsão de gastos de capital anuais, levantando dúvidas sobre o ritmo de sua expansão em IA e robótica.

As ações da Meta caíam 1,9% depois que a gigante das mídias sociais lançou novas ações sem direito a voto para ajudar a financiar sua dispendiosa iniciativa em IA, reacendendo o escrutínio dos investidores sobre o capital substancial necessário para se manter competitiva na corrida.

As ações das “sete magníficas” também registravam queda, com a Amazon.com caindo 1,6% e a Nvidia recuando 2,4%.

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As ações do setor de chips se desvalorizavam. A Intel registrava queda de 5,1%, enquanto a AMD, a Qualcomm, a Marvell Technology, a Broadcom e a Micron Technology recuavam entre 2,9% e 5,3%.

O futuro do Dow Jones caía 367 pontos, ou 0,69%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 recuava 85,5 pontos, ou 1,1%, e o futuro do Nasdaq 100 se desvalorizava 578,5 pontos, ou 1,93%.

O petróleo Brent subia mais de 3%, para US$112 o barril, perto da maior cotação em cinco meses, depois que novos ataques dos houthis na Arábia Saudita alimentaram temores de interrupções no abastecimento e de um conflito mais amplo no Oriente Médio.

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A busca por ativos seguros levou o rendimento dos títulos de 10 anos a cair para cerca de 5,085%.