Futuro dos EUA sobe após dados da China e zona do euro

Mercado ainda aguarda por indicador sobre atividade industrial e discurso do presidente do Fed nos Estados Unidos

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SÃO PAULO – Os principais índices futuros norte-americanos apontam para um pregão positivo nesta segunda-feira (1). Os investidores se mostram confiantes com o início de mais um trimestre, após o anterior ter apresentado os melhores resultados no terceiro trimestre desde 2010. Além disso, os dados do PMI (Purchasing Managers Index) da China e da Zona do Euro apresentaram aumento, apesar de ainda estarem no terreno do baixo crescimento.

O índice S&P 500 Futuro, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta alta de 0,38% e atinge 1.439 pontos. O Dow Jones Futuro, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, tem valorização de 0,55% a 13.428 pontos, enquanto o Nasdaq Composite Futuro, que concentra as ações de tecnologia, sobe 0,54%, chegando a 2.807 pontos.

Dados Industriais
Entre os dados acompanhados na agenda econômica, o PMI final da Zona do Euro veio um pouco melhor que os números prévios – 46,1, contra 46,0 -, alcançando a máxima em seis meses. Mesmo assim, o valor abaixo de 50 indica contração da atividade industrial. 

Na China, o número final também mostrou uma ligeira melhora sobre a prévia, ao passar de 47,8 para 47,9, segundo divulgado pelo HSBC. Mas, ainda em contração, io indicador não acalma o ânimo dos economistas. Já os dados divulgados pelo governo da China mostram um número um pouco melhor, aos 49,8 – contra 49,2 em agosto -, mas ainda assim o indicador também está em contração.

Em um dia de agenda movimentada, a taxa de desemprego também chama atenção na Zona do Euro, após se manter em 11,4% na passagem de julho para agosto. A novidade nos números é que a Grécia, pela primeira vez, ultrapassou a Espanha como o país com mais jovens desempregados. Por lá, a taxa chega a 55,4% dos adultos abaixo de 25 anos sem emprego, frente aos 52,9% da Espanha.

Agenda norte-americana
Nos EUA, às 11h00 (horário de Brasília) o país divulgará dados de construção e pelo ISM Index, que também traz os números finais sobre atividade industrial para setembro. A expectativa do mercado é que o indicador venha aos 49,7, sugerindo contração na maior economia do mundo. Mais tarde, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, fará um discurso sobre política monetária.