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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera em leve queda nesta sexta-feira (26) pós-feriado de Natal em dia de liquidez reduzida nas principais praças do mundo, já que boa parte das bolsas não têm negociações hoje. O contrato para janeiro de 2015 registrava baixa de 0,12% às 9h08 (horário de Brasília), a 51.280 pontos. Essa é a primeira queda depois de três pregões em alta.
Em dia sem agenda econômica, o mercado reage à decisão da Moody’s de colocar os ratings da Petrobras (PETR3; PETR4) em revisão em escala global e nacional para possível rebaixamento.
Na contramão do futuro da Bovespa, os contratos dos Estados Unidos marcavam alta, assim como as bolsas da Ásia, que fecharam a sessão em ganhos em meio a expectativas por medidas de estímulos na China, enquanto o mercado acompanhava a retomada dos preços do petróleo depois de declaração mais otimista da Arábia Saudita, que disse ver a commodity acima de US$ 80 no próximo ano.
O mercado espera por um afrouxamento monetário maior na China, o que impulsionou nesta sessão papéis do setor bancário. As ações subiram em função de notícias de que o país está aliviando as restrições dos bancos usarem depósitos para fazer empréstimos. O índice Xangai Composto subiu 2,77%, a 3.158 pontos, em meio à especulação renovada de medidas de estímulos. As bolsas que não operaram hoje voltaram a abrir o pregão na próxima segunda-feira. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,06%, a 17.189 pontos, sentindo um pouco o retrocesso na campanha do primeiro-ministro Shinzo Abe para conter a deflação. O índice de preços ao consumidor no país subiu 0,7% no mês passado, desacelerando dos 0,09% do mês anterior.
Já na Europa, as ações da Rússia sobem pelo terceiro dia com a recuperação do rublo registrada mais cedo. A moeda opera aos seus níveis mais fortes em mais de três semanas depois que o governo ordenou que os exportadores vendam dólar para evitar crise bancária. Na semana passada, a moeda da Rússia caiu para o menor nível histórico por conta das fortes quedas do preço do petróleo, a espinha dorsal da Rússia, e das sanções do Ocidente sobre a crise na Ucrânia, que tornaram quase impossível para as empresas russas contrair empréstimos nos mercados ocidentais.