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Futuro cai após aumento de desemprego e com Grécia no radar; dólar vira para queda

Indicadores econômicos novamente mostram piora em dia de agenda cheia; Câmara dos Deputados aprova reajuste do mínimo a todos os aposentados

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera em baixa nesta quinta-feira (25) depois da divulgação da PME (Pesquisa Mensal do Emprego), que mostrou um aumento no desemprego em maio, atingindo 6,7%, ante 6,4% em abril. O mercado ainda espera pelos resultados da arrecadação e do governo central que sairão hoje e podem trazer impacto nos DIs, que já subiram ontem após o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e fala do diretor de Assuntos Econômicos, Luiz Awazu, reforçando mensagem hawkish (agressiva). As bolsas internacionais operam entre perdas e ganhos com espera por definição no cenário da Grécia. 

Às 9h38 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto caía 0,37%, a 54.500 pontos. O dólar futuro para julho virava para uma queda de 0,34%, a R$ 3,095. 

Entre os indicadores internacionais, os Estados Unidos soltaram os dados de pedidos de auxílio-desemprego, que ficaram em 271 mil na semana passada, dentro do esperado pelo mercado e acima do número da semana anterior, de 268 mil. Já o PCE ficou em 0,1% e a renda individual dos norte-americanos cresceu 0,5% em maio, contra 0,4% esperados. O gasto dos consumidores, também referente ao mês de maio, subiu 0,9%, contra expectativas de 0,7%. 

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No radar ainda fica ainda a decisão da Câmara dos Deputados de estender o reajuste do salário mínimo a todos os aposentados, o que pode causar impacto nas contas públicas e, portanto, deve ser vetado pela presidente Dilma Rousseff (PT) caso também passe no Senado. 

No radar da Petrobras (PETR3;PETR4), segundo informações da coluna de Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, a estatal está conversando para quitar dívida de quase R$ 1 bilhão no Rio de Janeiro e deve pagar em moeda e em combustível para abastecer a frota do Estado. Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a operação de diversas unidades de processo e tanques na Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, segundo publicação no Diário Oficial da União nesta quinta-feira.

Grécia no radar
As tensões envolvendo a dívida grega e um acordo entre o país e seus credores segue no radar dos mercados nesta quinta, data esperada para um novo encontro e novas esperanças por pontos em comum entre as partes. 

Na medida em que o tempo passa, aumentam os temores sobre o pagamento da dívida com os credores, com vencimento para a próxima terça-feira (30) para que o país honre seus compromissos de 1,6 bilhão de euros com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Depois de uma nova reunião frustrada, as atenções dos investidores se voltam para uma nova rodada de dois dias de negociações, acompanhadas pelos ministros das finanças de diversos países da Zona do Euro.

Caso um acordo não seja alcançado e a Grécia não consiga honrar seus pagamentos, ela terá de abandonar o bloco. Para que novas injeções de estímulos por parte dos credores seja aprovada, o paíes precisa ceder com novas iniciativas de austeridade – o que o governo de Alexis Tsipras teima em aceitar, sob pressão também do Congresso e da população local, sem contar com as tradicionais bandeiras do partido que o elegeu.

Bolsas asiáticas
Os mercados asiáticos fecharam em queda, com investidores em compasso de espera antes da reunião de líderes da União Europeia ainda nesta quinta-feira enquanto a Grécia continua com seus esforços de última hora para evitar o default. 

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As conversas de Atenas com credores travaram nos detalhes, com o prazo final da semana que vem para o pagamento de 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se aproximando, e ameaçando desencadear a saída da Grécia da zona do euro. 

Os líderes da UE vão se reunir em Bruxelas nesta quinta-feira. “O otimismo acerca de um acordo com a Grécia vinha impulsionando a movimentação de preços a semana inteira, mas a estagnação do processo de negociação freou o rali”, disse o estrategista de mercado da IG Stan Shamu em nota.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.