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Fusão entre ALL e Rumo deve ser anunciada hoje; Petrobras e mais 7 empresas estão no radar

Ainda entre os destaques, Braskem amplia oferta aos minoritários da Solvay Indupa; Eletrobras atrasa pagamentos; Lucro da Magazine Luiza salta 239% no trimestre

SÃO PAULO – A semana inicia agitada no mundo corporativo. Segundo apurou o Valor, o déficit comercial da Petrobras (PETR3; PETR4) triplicou em apenas um ano, resultado da incapacidade da estatal repassar os aumentos nos preços dos combustíveis.

A soma bateu em US$ 24,4 bilhões no ano passado, contra US$ 8,6 bilhões em 2012, de acordo com dados da abertura por empresas feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Fusão da ALL e Rumo deve ser anunciada hoje
Depois de meses de negociação, a fusão de ativos entre a ALL (ALLL3) e a Rumo, braço logístico do grupo Cosan (CSAN3), deve ser anunciada hoje, apurou o Valor. Pelo acordo, os acionistas da Rumo – Cosan, do empresário Rubens Ometto, Gávea Investimentos e o fundo norte-americano TPG – ficarão com 36,5% da nova empresa, que nasce avaliada em cerca de R$ 11 bilhões.  

Braskem amplia oferta aos minoritários da Solvay Indupa
A Braskem (BRKM5) informou na sexta-feira que elevou o preço na oferta pública de aquisição voltada aos minoritários da Solvay Indupa para 2,40 pesos argentinos por ação. O valor é 77% superior aos 1,35 peso oferecidos inicialmente. Em dezembro, a petroquímica brasileira anunciou a compra de ativos da Solvay Indupa, que tem fábricas em Santo André (SP) e Bahía Blanca, Argentina.

Eletrobras atrasa pagamentos
Sem dinheiro para bancar os subsídios das tarifas de energia, a Eletrobras (ELET3; ELET6) agora acumula atrasos de mais de três meses em pagamentos a empresas do setor elétrico, incluindo donas de usinas térmicas e distribuidoras, informou o Valor. Um casos mais graves é o conjunto de quatro geradoras que respondem por cerca de 50% dos abastecimentos de energia elétrica de Manaus, incluindo o polo industrial da região. De acordo com a publicação, essa situação ocorre porque o Tesouro Nacional não colocou recursos suficientes na Conta de Desenvolvimento Energético, deixando um “buraco” de R$ 1,5 bilhão no ano passado.  

Lucro da Magazine Luiza salta 239% no trimestre
A Magazine Luiza (MGLU3), que reportou seu resultado nesta manhã, viu seu lucro líquido saltar 239,6% no quarto trimestre do ano passado, contra o mesmo período de 2012, para R$ 33 milhões. Segundo a empresa, o lucro foi resultado do bom desempenho das vendas, uma melhor alavancagem operacional e desempenho da Luizacred. Em 2013, o lucro líquido totalizou R$ 113,8 milhões, com margem 1,4%, revertendo prejuízo de R$ 6,7 milhões em 2012. Excluindo os efeitos dos resultados extraordinários, o lucro ajustado alcançou R$ 70,7 milhões (margem líquida de 0,9%). A receita líquida ficou em R$ 2,479 bilhões, alta de 20% na mesma base de comparação. 

Hypermarcas vê lucro recuar 55,9% no trimestre
Por sua vez, a Hypermarcas (HYPE3) viu seu lucro líquido recuar 55,9% no quarto trimestre, contra o mesmo período de 2012, indo para R$ 54,9 milhões. No ano, o lucro foi de R$ 256,7 milhões, alta de 25,9% sobre os R$ 203,9 milhões apresentados um ano antes. A receita líquida alcançou R$ 1,118 bilhão nos últimos três meses de 2013, crescimento de 9% utilizando a mesma base de comparação. 

Gávea já captou R$ 2 bi para adquirir a Fleury
Segundo o Valor, o consórcio formado pela Gávea Investimentos, o laboratório Hermes Pardini e a gestora inglesa Apax já levantou R$ 2 bilhões para comprar a Fleury (FLRY3). Conforme fontes disseram ao jornal, esse montante é proveniente da gestora de Apax. A fatia de 41,2% que os médicos fundadores da Fleury estão vendendo é estimada em R$ 1,5 bilhão. Entretanto, a gestora Gávea, que lidera o consórcio, está captando mais recursos junto a outros investidores porque o valor para a aquisição da empresa de medicina diagnóstica pode ser maior. 

Klabin aprova desdobramento de ações de 1 para 5
O conselho de administração da Klabin (KLBN4) aprovou, em reunião realizada na última sexta-feira, o desdobramento de ações na proporção de uma para cinco. Com isso, a quantidade de ações emitidas pela empresa passará de 1,12 bilhão para 5,6 bilhões. 

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Fitch afirma rating da Celpa
A Fitch afirmou o rating de longo prazo da Celpa (CELP3) em “B-“,  com perspectiva revisada de estável para positiva. Segundo a agência de classificação de risco, o rating reflete a alta alavancagem financeira  e a reduzida geração de caixa operacional da empresa. Entretanto, para a Fitch, o progresso registrado pela companhia, principalmente no terceiro trimestre de 2013, está de acordo com as suas expectativas iniciais.