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SÃO PAULO – Assim como foi visto na indústria mundial de fundos de ações emergentes e desenvolvidos, os fundos de renda fixa também acumularam resgates na semana finda na quarta-feira (5), relata a EPFR Global em relatório divulgado nesta sexta-feira (7).
Tais fundos registraram saídas de US$ 2,65 bilhões, assim como aqueles classificados como “Money Market” – os quais investem em títulos de dívida de curto prazo – marcaram resgates de US$ 5,84 bilhões.
Por outro lado, os fundos que investem na renda fixa dos EUA fugiram à regra e, entre aqueles acompanhados pela EPFR, foram os únicos a registrarem entrada líquida de capital, centrados em fundos de dívida de curto e médio prazo do governo e de títulos municipais.
Efeito Twist
Neste sentido, a EPFR chama atenção para o fato de que o fluxo nos fundos norte-americanos esteve voltado àqueles que investem em dívida de curto e médio prazo do governo, assim como nos títulos municipais, influenciados pela Operação Twist, na qual o Federal Reserve se desfaz de títulos de curto prazo ao reinvestir naqueles de longo prazo.
No entanto, os fundos de Total Return postaram a maior saída de capital semanal da série histórica iniciada pela EPFR, repercutindo a queda na taxa de juros em algumas economias e também as medidas extraordinárias adotadas pelos bancos centrais para combater o fraco crescimento global, destaca o time da consultoria.
Emergentes, Europa e fundos balanceados
Os fundos de bonds emergentes seguem apresentando resgate líquido desde julho. Já os fundos High Yield europeus tiveram mais uma “semana difícil”, segundo a consultoria.
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Por fim, os fundos balanceados, que aportam capital tanto em renda fixa quanto em ações, acumulam a sexta semana de resgate, amenizando a tendência observada no ano até julho, quando era observado um fluxo positivo de US$ 11 bilhões. Agora, esse montante caiu para US$ 7,5 bilhões, mostra a EPFR.