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SÃO PAULO – Com os juros reais tão elevados, o ano de 2005 deve ser mais um ano em que o investidor terá um bom retorno se aplicar em títulos do governo. Pelo menos é o que sugere o resultado de um levantamento realizado pela Mercer Consultoria, envolvendo 24 gestores de fundos de pensão, que juntos respondem por 90% dos recursos administrados no País.
Apesar de estarem otimistas com relação ao desempenho do mercado acionário, os gestores confirmam que a renda fixa deve continuar centralizando as estratégias de alocação de recursos em 2005.
Perspectivas excelentes para a renda fixa
Em sua análise, os gestores projetaram uma taxa média de 18,1% ao ano para a Selic, o que mesmo frente à projeção de que a inflação deve superar os 5,5%, garante um excelente retorno para a renda fixa em 2005.
Assim, os títulos do governo atrelados à inflação seriam suficientes para garantir a meta atuarial sozinhos. De acordo com a pesquisa, este ano deverá ser um ano relativamente bom para administrar a renda fixa, com certa tranqüilidade em função da segurança proporcionada pelos títulos públicos.
Segundo a diretoria de investimentos da Mercer, a pesquisa visa auxiliar nas tomadas de decisão de investimento, para reavaliar as políticas que foram e estão sendo definidas.
Pós-fixados são preferidos
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No que refere à alocação dentro da renda fixa, a maioria dos gestores, cerca de 74% dos entrevistados, acredita que a preferência deve recair por uma estratégia passiva que privilegie os títulos pós-fixados, cujo retorno é definido no resgate do título.
Na renda fixa ativa (pré e pós), a porcentagem foi maior, de 84%. Para a renda fixa atrelada à inflação, o número foi bem menor, com 37% dos gestores sinalizando percepção positiva.
A expectativa de evolução das taxas pagas pelos títulos públicos, NTN-C, mostra que a maioria dos gestores espera juros reais acima de 10% este ano e abaixo de 9% em 2006, dando uma média de 9,7% acima da inflação no curto prazo (para papéis com vencimento em 2006).
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Por fim, a pesquisa da Mercer Consultoria detectou uma mudança de indexador junto a seus clientes, com uma predisposição para trocar os indicadores ligados à série dos IGPs pelos IPCs. O motivo é que o IGP-M estaria cada vez mais descolado da variação salarial e da realidade dos participantes dos fundos de pensão.