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SÃO PAULO – Antes de investir, você precisa estar confortável de que entende exatamente quais os seus objetivos ao aplicar o seu dinheiro, pois eles irão definir o melhor fundo para você. Um dos primeiros passos para quem pretende aplicar em um fundo é definir qual permite o alcance mais rápido destes objetivos.
De forma simplificada, pode-se afirmar que, ao definir seus objetivos, você consegue estabelecer qual categoria de fundo é mais adequada às suas necessidades. Por exemplo: se o seu objetivo é proteção do patrimônio que já acumulou, a categoria mais indicada é a dos fundos referenciados DI. Mas como escolher entre os vários fundos existentes nesta mesma categoria?
Quem vai cuidar do seu dinheiro?
Sem dúvida alguma, esta é uma questão importante. Afinal, trata-se do seu dinheiro. Para isso, é preciso ter confiança no gestor, que será responsável pela administração dos recursos do fundo no dia a dia.
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Por mais que estes termos sejam usados como sinônimos, administrador não é a mesma coisa que gestor. A instituição financeira, que é legalmente responsável pelo fundo perante os órgãos reguladores (no caso a CVM e o Banco Central), é a administradora do fundo. Por sua vez, o gestor é o profissional responsável pela escolha e administração dos ativos financeiros (ex. ações, CDB, etc) que irão compor a carteira do fundo.
Entender a qualificação deste profissional, assim como a idoneidade da instituição administradora, são pontos importantes na escolha do seu fundo de investimento. Mesmo que o fundo seja administrado por um banco de varejo, é possível que a gestão dos recursos fique a cargo de um banco de investimento, por exemplo. Para entender exatamente quem é quem, você só tem uma saída: ler o prospecto do fundo, pois lá poderá encontrar a informação necessária.
Como o seu dinheiro será aplicado?
A resposta a esta pergunta varia, dependendo do objetivo e política de investimento do fundo. Por exemplo, o objetivo de um fundo referenciado DI é oferecer ao investidor um retorno em linha com a variação do CDI. Porém, é a política de investimentos que irá determinar o que o gestor poderá ou não fazer, assim como os títulos que o gestor efetivamente irá comprar para alcançar tal objetivo.
Não é difícil entender, portanto, que os fundos pertencentes a uma mesma categoria têm um mesmo objetivo, ou seja, todos os referenciados DI querem ter um retorno em linha com a variação do DI. Porém, como podem adotar uma política de investimentos distinta para alcançar este objetivo, na prática isso permite que o risco destes fundos seja distinto. Daí a importância de se entender a política de investimento de um fundo antes de se investir.
Qual tem sido o desempenho deste fundo?
Por mais que a rentabilidade passada de um fundo não seja garantia de qual será o seu desempenho futuro, ela indica como o gestor tem desempenhado o seu papel. Afinal, se o objetivo do fundo é seguir o desempenho do CDI, mas nos últimos meses o fundo tem registrado resultados muito abaixo do objetivo proposto, talvez valha a pena analisar com mais cuidado o que vem acontecendo com este fundo.
Será que se trata de algo isolado, referente à política do fundo ou ao seu gestor, ou se trata de algo conjuntural, que reflete a situação do mercado? Todos os fundos da mesma categoria também não alcançaram o seu objetivo? Mas, não concentre sua análise somente no curto prazo, ou seja, nos últimos meses. Procure entender o desempenho do fundo nos últimos 2 a 3 anos; só assim você consegue ter certeza de que o gestor tem alcançado os objetivos a que se propõe.
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Custos podem fazer a diferença!
É importante, contudo que, ao comparar o fundo de sua escolha, não olhe apenas para o retorno médio da categoria, mas sim para a média obtida por fundos semelhantes. Provavelmente o retorno oferecido por um fundo referenciado DI que exige aplicação mínima de R$ 50 mil é maior do que aquele oferecido por um fundo que exige aplicações menores, diga-se, de R$ 1mil.
Isso acontece porque os custos envolvidos são muito distintos. Enquanto no fundo cuja aplicação é de R$ 50 mil a taxa de administração pode ser de apenas 0,5%, no outro em que a aplicação mínima é de R$ 1 mil ele pode chegar a até 5%, o que reflete no retorno do fundo. Portanto, se você tem apenas R$ 1 mil para investir, tente pesquisar o retorno e taxa oferecida por fundos com características semelhantes para evitar distorções.
Mas, não se esqueça: ainda que a taxa pese no retorno, nem sempre uma taxa menor significa que o retorno do fundo será melhor, pois isso depende também da forma como o gestor está administrando o dinheiro. Nunca é demais lembrar que os custos não terminam por aí, já que é preciso considerar os impostos. Porém, como eles são os mesmos para todos os fundos da mesma categoria, não chegam a ser um fator importante na escolha do fundo.
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Finalmente, mesmo convencido de que tenha encontrado o fundo ideal para você, é importante que leia o prospecto do fundo, pois somente lá encontrará todas as informações necessárias para a sua decisão. Dê preferência por fundos administrados por instituições que são mais seguras, de sua confiança e que, ao mesmo tempo, ofereçam vantagens para os investidores. Bons investimentos!