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SÃO PAULO – O ano de 2007 foi marcado pela transferência de capital de fundos de ações de mercados desenvolvidos para os de regiões emergentes. Lideradas por Ásia e América Latina, as aplicações em emergentes superaram os resgates em US$ 40,827 bilhões, número 82% superior ao registrado em 2006.
O rally de entrada de recursos das três últimas semanas permitiu aos fundos de ações nos EUA encerrarem o ano com saldo líquido positivo de US$ 1,162 bilhão.
Contudo, os fundos japoneses e europeus chegaram ao fim de 2007 com captação líquida deficitária de, respectivamente, US$ 17,404 bilhões e US$ 34,974 bilhões, penalizando o desempenho dos mercados desenvolvidos.
Na análise da consultoria EPFR Global, além de mostrar a fuga de recursos dos mercados mais atingidos pela crise subprime, estes números também mostram uma tendência de procura por maior rentabilidade.
Fundos de ações: Brasil é destaque de ganhos
Olhando para os números regionais, a América Latina encerrou o último ano como destaque de ganhos. Os fundos de ações da região acumularam em 2007 valorização de 59,9%.
Na análise entre os países emergentes, quem roubou a cena foi o Brasil, cujos fundos de ações marcaram a maior alta anual, de 96,1%, seguido de China (75,2%) e Turquia (69,6%).
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No mercado de fundos de títulos, a tendência não se altera. Os emergentes encerraram 2007 com captação positiva de US$ 4,294 bilhões, ao passo que o resultado global foi negativo em US$ 1,331 bilhão.
Outro número destacado pela EPFR Global é o saldo de US$ 200 bilhões acumulado pelos fundos de curto prazo entre agosto e dezembro, período em que a crise subprime tomou conta dos mercados globais.