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SÃO PAULO – A piora na percepção acerca da situação econômica dos Estados Unidos e de alguns países da Zona de Euro de fato impactou os investidores na semana encerrada no dia 2 de agosto, com os fundos de ações voltados a aplicar nessas economias colecionando resgates recordes durante o período, mostra relatório da EPFR Global divulgado nesta sexta-feira (5).
O destaque principal ficou com os EUA. Prejudicados pelo impasse entre republicanos e democratas sobre o plano de aumento do teto da dívida do país, os fundos de ações voltados a aplicar no mercado acionário local tiveram um resgate líquido de mais de US$ 4 bilhões, o maior desde o segundo trimestre de 2010. Com isso, todos os tipos de fundos de ações do país registram pela primeira vez saldo negativo de captação no acumulado do ano.
Global, Europa e Japão
Em meio a tudo isso, os fundos de ações globais, que possuem forte exposição à economia norte-americana, também foram prejudicados, relatando a maior saída de capital desde a primeira semana de julho de 2010, mostra a EPFR.
A Europa também teve influência negativa no rumo dos investimentos na indústria de fundos no período. Em meio à possibilidade da insolvência fiscal se alastrar para economias maiores do continente, como Itália e Espanha, os fundos voltados a aplicar no continente tiveram mais uma semana de fortes resgates.
Já os fundos de ações japoneses sentiram o efeito da apreciação do iene em relação ao dólar, tendo em vista que o impacto do câmbio valorizado nas exportações do país, e viram sua sequência de cinco semanas de captação líquida chegar ao fim no último dia 2.
Alemanha é a exceção
A única exceção, mais uma vez, ficou com os fundos de ações da Alemanha. Assim como na semana passada, quando foram classificadas pela EPFR como um “porto seguro” para os investidores, esses fundos de ações alemães voltaram a ser procurados pelos investidores, tendo uma captação líquida de US$ 400 milhões no período.
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Dessa forma, agora eles colecionam captação de mais de US$ 16 bilhões em 2011, contra resgate líquido de US$ 9,4 bilhões dos fundos do grupo das principais economias do mundo, destaca a EPFR.