Fundos de ações de emergentes seguem perdendo recursos

Dados da consultoria EPFR mostram mais uma semana de saída líquida de recursos, mesmo com ajuda do Fed

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SÃO PAULO – Muito embora os últimos pregões de janeiro tenham sido um pouco mais tranqüilos para os mercados em nível mundial, a indústria de fundos de investimentos continuou sentindo os efeitos da crise do subprime e da deterioração das condições de liquidez.

Segundo dados da consultoria EPFR, os fundos de ações de mercados emergentes acumularam uma saída líquida de US$ 2,9 bilhões na última semana de janeiro. A região da Europa emergente, Oriente Médio e África foi a mais afetada em termos percentuais, enquanto a Ásia, com exceção do Japão, marcou a maior saída líquida em dólares.

Mais uma vez, parte significativa destes recursos foi destinada para money market e para fundos de títulos públicos norte-americanos, que absorveram US$ 12,9 bilhões, esclareceu a consultoria.

Fed ajuda, mas não tanto assim

A respeito do afrouxamento monetário promovido pelo Fed, a EPFR afirma que a recente redução de 50 pontos-base no juro básico norte-americano ajudou a diminuir a saída de recursos dos fundos de ações, mas não foi suficiente para estancar totalmente o movimento.

Desde o início do ano, US$ 30 bilhões já foram retirados dos fundos de ações norte-americanos.

BRICs também perdem

Dentro do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a semana terminada em 30 de janeiro foi a segunda consecutiva de resgates líquidos substanciais. A exceção ficou com a Rússia, que acumulou entrada de recursos.

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Na América Latina, o resultado semanal foi de saída líquida na cifra de US$ 226 milhões. Embora o saldo tenha sido de resgates, esse número é melhor do que o apurado na semana anterior, quando a retirada líquida fora de US$ 10,7 bilhões.