Fundos atrelados a ouro e renda fixa ganham destaque na semana

Investidores deram preferência para fundos considerados mais seguros, que registram captações de US$ 4,9 bilhões, segundo EPFR Global

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SÃO PAULO – Em meio ao cenário de aversão ao risco, os investidores optaram por alocar seus recursos nos fundos atrelados a ouro e renda fixa, considerados mais seguros, durante as férias de verão do hemisfério Norte, mostrou o relatório semanal da consultoria EPFR Global divulgado nesta sexta-feira (24). 

Os fundos de bonds totalizaram uma captação líquida de US$ 4,9 bilhões na semana, sendo que a maior parte foi destinada ao mercado norte-americano diante da iminente possibilidade de novos estímulos econômicos ao país. 

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Em busca de mais retorno, muitos investidores optaram também por aplicar nos fundos High Yield – que aplicam em “junk bonds”, ou títulos podres -, que atraíram no período US$ 1,8 bilhão, enquanto os fundos municipais e Mortgage Backed – fundos hipotecários – acumularam 51º e 52º semanas de saldo positivo, respectivamente. 

Europa volta ao centro das atenções dos investidores
O cenário é diferente, contudo, nos fundos de ações, que viram sair US$ 847 milhões no mesmo período. Apesar desse resultado, teve quem saiu no lucro, como foi o caso dos fundos da Europa, que quebraram sete semanas consecutivas de resgate líquido.

Os debates políticos para aprovarem mais estímulos ao bloco econômico impulsionaram os investidores a destinarem seus recursos aos fundos de renda variável do velho continente, que registraram pela segunda vez desde o segundo trimestre de 2011 captação líquida no acumulado semanal.

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Já os fundos diversificados de ações dos países desenvolvidos apresentaram saldos divergentes. Enquanto os fundos de ações Global registraram o maior resgate líquido desde julho, cortando três semanas de captação, os fundos do Pacífico seguem pela quinta semana com saldo positivo.

Estímulos econômicos impulsionam fundos emergentes
Os fundos emergentes de ações terminaram com saldo positivo pela quarta semana, alimentados pela esperança de novos estímulos nas principais economias do mundo, o que poderia reduzir o temor sobre o desaceleração chinesa e outra recessão na Zona do Euro. 

Os recursos foram alocados principalmente nos fundos diversificados dos mercados emergentes, que receberam 85% do dinheiro dos investidores, enquanto os fundos da Ásia ex-Japão e EMEA (Oriente Médio, Leste Europeu, África) registraram outra semana de resgate líquido.