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SÃO PAULO – O fundo soberano de riqueza chinês, China Investment Corporation (CIC), anunciou nesta terça-feira (22) a compra de 15% de participação na Noble Group, fornecedor mundial de commodities.
O acordo envolve a venda de US$ 850 milhões em novas e já existentes ações, preço aproximadamente 8,1% menor que o do último negócio. A venda inclui 135 milhões de ativos pertencentes ao chefe-executivo da Noble Richard Elman e mais 438 milhões de novos papéis.
A CIC vem comprando participações nos setores de fontes naturais e imóveis nos últimos meses. No ano passado, o fundo tinha 87,4% de seus US$ 297,5 bilhões em ativos alocados em moedas ou equivalentes.
De olho em commodities
Depois de perder dinheiro com empresas financeiras como Blackstone e Morgan Stanley, a CIC redefiniu sua estratégia de compra, e tem aumentado seus investimentos em commodities.
“A CIC acelerou seus investimentos estrangeiros nos últimos três a seis meses, mostrando uma clara direção que vai de ações para commodities”, comenta Zhang Zhiming, diretor de pesquisa de alocação de ativos do HSBC em Hong Kong. “Se eles estão mantendo suas posições de longo prazo em commodities eles precisam de um ligar para negociar”.
A China é atualmente o maior comprador de commodities no mundo, incluindo soja, óleo de soja, algodão, ferro, cobre, zinco e alumínio. As importações chinesas de alumínio, por exemplo, tem crescido mais de 14 vezes este ano, enquanto as de alumínio mais que dobraram.
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“A demanda chinesa de commodities está de volta aos trilhos de uma maneira ampla”, de acordo com relatório da CLSA Research.
Noble
Segundo comunicado, a Noble pretende investir os US$ 654 milhões captados com a emissão de ações na expansão dos investimentos em commodities agrícolas no mundo, setor que já atua fornecendo matérias-primas ao mercado como, por exemplo, soja, açúcar, café e cacau.
Com a demanda China por materiais primários crescendo no mercado internacional, os lucros do segundo trimestre da Noble dobraram.
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A empresa, fundada em 1987, possui atualmente diversas minas, fazendas, portos e uma estrutura portuária e de processamento. Sua pauta de produtos vai desde alumínio a zinco e já atua em 40 países.