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SÃO PAULO (Reuters) – Metalúrgicos da Embraer (EMBR3) em São José dos Campos (SP) aprovaram nesta quarta-feira greve por tempo indeterminado, cobrando reajuste salarial de 11%, afirmou o sindicato local citando decisão tomada em assembleia realizada mais cedo.
A fábrica da Embraer em São José dos Campos é responsável pela montagem das duas linhas de aviões comerciais da companhia, a principal fonte de receita da fabricante brasileira.
Em nota, a companhia disse que as fábricas da Embraer operam normalmente em todo o Brasil.
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A companhia também acrescentou que “estranhou” a ação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos nesta manhã, na unidade Ozires Silva, citando que as negociações da data-base estão em andamento junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e que o sindicato ainda não apresentou a proposta mais recente aos trabalhadores.

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A Embraer afirmou que a Fiesp, que representa o grupo patronal do setor aeronáutico nas negociações referente à data-base 2025, apresentou na véspera uma nova proposta de reajuste salarial de 5,5% (valor acima da inflação do período) e aumento de 12,5% do vale alimentação para funcionários com salários de até R$11 mil.
“As negociações no âmbito da Fiesp continuam em andamento com todos os sindicatos.”
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O sindicato afirmou em comunicado à imprensa mais cedo que a Fiesp propôs reajuste salarial pela inflação, de 5,05%, e redução da estabilidade de emprego para acidentados e doenças ocupacionais ante condição atual que prevê, segundo a entidade, estabilidade até a aposentadoria.
E acrescentou que a proposta patronal já fora rejeitada em assembleia, no dia 9, quando foi aprovado o aviso de greve.