Em entrevista à Veja

Fuja das estatais: Brasil é um transatlântico afundando lentamente, diz Stuhlberger

Para o gestor, que administra R$ 22 bilhões no Fundo Verde, a economia do Brasil vai sendo sucateada e a situação só não é pior pois temos um colchão social enorme

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SÃO PAULO – Luis Stuhlberger, um dos gestores de recursos mais respeitados do Brasil, deu entrevista à Veja em edição que chega às bancas nesta sexta-feira (5). Para ele, que administra R$ 22 bilhões no Fundo Verde, a economia do Brasil vai sendo sucateada. “Como um transatlântico afundando lentamente”, diz. 

Para ele, a situação só não é pior pois temos um colchão social enorme, enquanto os ajustes terão pouquíssimos cortes reais, não chegando a R$ 10 bilhões por ano. “O Brasil vai viver um equilíbrio vicioso e não virtuoso, que seria o aumento da produtividade, com reformas e inflação baixa. Para ele, o período de baixo crescimento não chegará ao fim em 2016, e talvez nem mesmo em 2018. 

Stuhlberger vê aumento de impostos no Brasil e que não ficará restrito a esse ano, “mas também no próximo, no próximo e no próximo”. “É preciso sobreviver até 2018”, comenta, citando que, hoje no Brasil, o poder está dividido em quatro forças: Dilma, o ex-presidente Lula, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e os caciques do PMDB. 

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Nesse cenário, ele não recomenda exposição aos papéis da Petrobras (PETR3; PETR4). “Um dos meus princípios é fugir das estatais”, aconselha o gestor que fez valorizar em mais de 10.000% o Fundo Verde desde 1997. 

Sobre o mercado de câmbio, ele comenta é uma “terra sem lei”, assim como a inflação e juros no Brasil, sendo melhor evitar investir no curto prazo neste momento.