FT diz que império de Eike está “implodindo”; ações das empresas “X” despencam

Em reportagem, jornal britânico cita que queda do império do empresário é um teste para seu "exército" de parceiros e investidores estrangeiros

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SÃO PAULO – Em reportagem publicada nesta quarta-feira (7), o jornal britânico Financial Times cita que o império de Eike Batista está “implodindo”. A publicação traz os esforços, até agora sem retorno, do ex-bilionário para a construção do Superporto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, assim como a visão de que a OGX Petróleo (OGXP3) está à beira da falência depois de declarar, em julho, que seus poços produtores fracassaram e podem ser desligados. 

Os papéis das empresas “X”, que na véspera dispararam em meio aos rumores de venda do porto Sudeste, da MMX Mineração (MMXM3), hoje figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa. A MMX viu seus papéis caírem 6,36%, a R$ 1,62. Liderando as perdas, ficou a OGX, com queda de 6,90%, a R$ 0,54. Já as ações da LLX Logística (LLXL3) recuaram 3,30%, a R$ 0,88.

Fora do Ibovespa, os papéis da OSX Brasil (OSXB3) e CCX Carvão (CCXC3) caíram 7,14% e 0,82% respectivamente, fechando cotados a R$ 1,04 e R$ 0,82 na ordem. A exceção ficou por conta da ação da MPX Energia (MPXE3) – única das “X” que Eike não é mais acionista controlador -, que fechou com alta de 0,78%, a R$ 6,45.

Segundo o jornal britânico, a construção do porto em São João da Barra se tornou cena da batalha de David e Golias, mas no que seria agora Eike contra os pequenos fazendeiros, referindo-se à expropriação em massa das famílias em terras vizinhas. Para demonstrar a dimensão do porto, um complexo de US$ 40 bilhões, o FT o compara a “metade do tamanho da ilha de Manhattan, em Nova York.

A publicação comenta, ainda, que “Eike encarna melhor do que qualquer outro a euforia do Brasil e as demais nações dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) do que qualquer outro no século XXI” e aponta que a queda do império do empresário é um teste para seu “exército” de parceiros e investidores estrangeiros. A fortuna de Eike, que no ano passado era estimada em US$ 30 bilhões, despencou agora para cerca de R$ 200 milhões, de acordo com a última atualização do ranking da Bloomberg.