Fronteira entre fundamentos e preços atrapalha sequência positiva das bolsas

Ações e commodities em baixa no mercado internacional; investidores repercutem troco chinês e aguardam Obama

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SÃO PAULO – Esta manhã de segunda-feira (14) é desfavorável ao mercado de ações. Uma nova fronteira psicológica limita os ganhos na renda variável, com investidores desconfiados da razão entre fundamentos e preços. As commodities também caem e o dólar se valoriza frente às principais moedas globais.

A agenda econômica apresenta novos dados de atividade na Zona do Euro. A produção industrial caiu 0,3% de junho a julho. E o número de desempregados recuou 0,5% do primeiro para o segundo trimestre.

Nos EUA, atenção ao discurso do presidente Barack Obama (13h10), que opinará sobre regulação no setor financeiro. Durante a tarde, os membros do Federal Reserve Jeffrey Lacker (13h30) e Janet Yellen (16h50) também falarão.

Troco chinês

A tarifa norte-americana aplicada aos pneus chineses vê seu troco dois dias depois. Autoridades da China anunciaram restrições à importação de frango e autopeças vindas dos EUA, citando “práticas de comércio injustas”.

Justo e razoável

Segundo James Bevan, da CCLA Investment Management, a tendência positiva observada nessa primeira quinzena de setembro perde fôlego. Em entrevista à rede CNBC, Bevan afirmou que “estamos nos defrontando com as barreiras do que é justo e razoável”.

Setembro tolo

O mercado de câmbio internacional vive um “setembro tolo”, nas palavras de Jim O’Neill, do Goldman Sachs. “Há esta noção popular de que devemos vender libras e dólares, por causa das dívidas públicas”, disse Jim em entrevista à Bloomberg.

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No Brasil

Publicado nesta manhã, o relatório Focus atualiza para cima as expectativas de inflação, enquanto o câmbio estimado para fim de 2009 sofre leve ajuste, de R$ 1,88 para 1,85.

Às 11h00, saem os dados semanais da Balança Comercial.

Vale na China

Com foco no mercado asiático, a corretora CLSA afirmou que a Vale está interessada em listar ações na Bolsa da China.

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Petrobras privada

Conforme opinião de analistas do Itaú Unibanco, a Petrobras excluirá o governo da votação para decidir sobre eventual emissão de ações, temendo prejuízo aos minoritários.