Frio e Dia dos Namorados levam consumidor às compras

"Varejo está com expectativa de que o frio ajude mais nas vendas, já que o consumo não está tão bom", diz economista da ACSP

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SÃO PAULO – O frio e a proximidade com o Dia dos Namorados têm incentivado os consumidores a irem às compras.

Conforme explicou o economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo, para ajudar o comércio, o frio tem de durar um certo tempo, pois somente assim o consumidor vai realmente gastar. “O varejo está com a expectativa de que o frio ajude um pouco mais nas vendas, já que o consumo não está tão bom”.

Roupas

O inverno incentiva mesmo a compra de roupas. “Ele é importante para o comércio de confecções e, agora, combinado com o Dia dos Namorados, vai ajudar esses produtos”, afirmou.

Quanto aos preços das roupas, o consumidor pode levar um susto, já que elas são mais caras do que as de verão (por serem mais pesadas). Além disso, as peças nas vitrines são de começo de estação, ante a liquidação de verão que estava sendo realizada.

“Mas, mesmo com esses preços mais caros, o comércio tem aplicado muito as promoções e seguramente o consumidor encontrará preços atrativos”, afirmou Solimeo.

Setor

O presidente da Abravest (Associação Brasileira de Vestuário), Roberto Chaddad, também afirmou que o frio tem incentivado a compra de roupas, itens que têm tido os preços estáveis, sem “solavancos”, nas palavras do executivo.

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Ainda em relação aos preços, ele afirmou que a produção nacional perde para a chinesa, enquanto, em qualidade, fica abaixo da dos produtos vindos da Argentina e do Uruguai. Porém, os produtos nacionais ganham em mercado, quando analisadas as classes B, C e D.

Ele explicou que a produção do setor se mantém em 80 milhões de peças há alguns anos, mas focada nas regiões Sul e Sudeste. “Somente quatro estados produzem (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo). Do Rio de Janeiro para cima é mais verão”.

Quando ao Dia dos Namorados, Chaddad disse que a roupa é o segundo item mais comprado, perdendo apenas para algumas lembrancinhas. “Junto com o inverno, a expectativa é de aumento de 8% nas vendas, o que é razoável”.