Publicidade
SÃO PAULO – Operando em grande parte do dia no lado negativo, o Ibovespa acabou fechando próximo da estabilidade, com leve alta de 0,16%, aos 52.884 pontos, após chegar a recuar 1,05%. Como destaque, mais uma vez ficaram os papéis das siderúrgicas, que apresentaram mais um dia de quedas, após liderarem as perdas da véspera.
Os papéis da Usiminas (USIM3; USIM5) voltaram a ter queda dentro do setor, com os ativos preferenciais recuando 1,5%, a R$ 8,52, enquanto os ordinários caíram 0,34%, atingindo R$ 8,77. Já as ações da CSN (CSNA3) registraram queda de 1,71%, cotadas a R$ 6,33, enquanto os ativos da Gerdau (GGBR4) ficaram estáveis, a R$ 12,96.
O estrategista Luis Gustavo Pereira, da FuturaInvest, explica que o setor siderúrgico segue fraco, mas que a recente alta do dólar favoreceu bastante o setor, justificando as altas dos papéis na última semana. Porém, desde que o governo cortou o IOF para investidores estrangeiros em renda fixa na terça-feira, o mercado cambial segue muito volátil e sem um rumo certo, trazendo as ações do setor de volta para a realidade de um cenário fraco de preços de commodities.
Ele explica também que empresas como a Gerdau se descolam um pouco do pares por causa de sua estrutura mais sólida no momento, sendo menos afetado pelos temores dos investidores. Com a recuperação de papéis como os da Vale (VALE3, R$ 31,28, +1,16%; VALE5, R$ 29,58, +1,41%) podem trazer um animo maior para as ações do setor.
No caso da CSN, ainda pesa também a notícia de que a ThyssenKrupp provavelmente vai vender seus ativos para a siderúrgica, conforme afirmaram duas fontes próximas ao assunto à Reuters, na véspera. A companhia alemã tem tentado se livrar da unidade Steel Americas, formada pela CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) e por uma usina laminadora nos Estados Unidos, em uma estratégia para levantar investimentos para produtos de margens maiores e serviços como elevadores, submarinos e componentes para fábricas.
Empresas de papel e celulose têm dia volátil com o dólar
Ainda dentro do cenário de empresas influenciadas pela cotação do dólar, a Suzano (SUZB5) e a Fibria (FIBR3) tiveram um dia volátil, tendo um movimento semelhante ao da moeda norte-americana. Porém, ao contrário do dólar, que fechou com queda de 0,4%, os papéis da Fibria fecharam o pregão com alta de 0,89%, cotados a R$ 23,80.
Continua depois da publicidade
Já os papéis da Suzano, encerraram estáveis a R$ 7,70. Já a Klabin (KLBN4) – que também faz parte do setor de celulose, mas com um perfil de menos exportação, ou seja, menor exposição à variação do câmbio -, fechou esta quinta com queda de 0,85%, a R$ 12,82.
Frigoríficos avançam 3%
Na ponta positiva, destaque para os papéis dos frigoríficos, que figuraram entre as maiores altas do dia durante todo o pregão. As ações da JBS (JBSS3) fecharam com alta de 3,90%, a R$ 7,20, mas chegaram a avançar 4,33% na máxima do dia, atingindo R$ 7,23.
Já os ativos da Marfrig (MRFG3) registraram valorização de 3,20%, a R$ 7,74, atingindo máxima de 3,60% no intraday, chegando a R$ 7,77.
Continua depois da publicidade
Cosan cai 4% após resultado
Na ponta negativa, o grande destaque ficou para os papéis da Cosan (CSAN3), que caíram 4,57%, a R$ 43,90, após divulgação do resultado. O lucro líquido da empresa de infraestrutura e energia caiu para R$ 29,7 milhões no quarto trimestre fiscal, queda de 80% em relação ao lucro de R$ 149,6 milhões apurado no mesmo período de 2012.
O resultado do trimestre encerrado em 31 de março veio abaixo da média de três estimativas de analistas, que previam um lucro líquido no período de R$ 99 milhões.