Frente à queda nos estoques de petróleo nos EUA, barril da commodity tem forte alta

Recuo foi de 7,6 milhões de barris, enquanto previsto era de 1,5 milhão; refinarias operaram com 87,8% da capacidade

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SÃO PAULO – O nível dos estoques de petróleo marcou um recuo bem maior que o esperado pelo mercado para a última semana nos EUA, informou o DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (19).

O relatório semanal demonstrou uma diminuição de 7,6 milhões de barris nos estoques da commodity, enquanto o previsto pelo mercado girava em torno de uma queda de 1,5 milhão de barris.

Por sua vez, os estoques de gasolina apresentaram um acréscimo de 3 milhões de barris frente ao registrado na semana terminada em 7 de dezembro.

Ainda segundo o Departamento de Energia, as refinarias operaram com 87,8% de sua capacidade operacional total, 1 ponto percentual abaixo do mensurado na semana anterior (88,8%).

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 14/12/2007 Semana até 7/12/2007 Diferença
Óleo bruto 296,9 304,5 -7,6
Gasolina 205,2 202,2 +3,0
Derivados 129,4 131,5 -2,1
Óleo para calefação 40,5 42,6 -2,1

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 14/12/2007 Semana até 14/12/2006 Diferença
Óleo bruto 296,9 325,2 -28,3
Gasolina 205,2 207,3 -2,1
Derivados 129,4 141,9 -12,5
Óleo para calefação 40,5 61,5 -21,0

Preços em Londres e NY

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 91,08
nesta quarta-feira, alta de 0,98% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 3,10% neste mês de dezembro.

Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 51,36%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.

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O contrato com vencimento em janeiro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 90,78 por barril, configurando uma alta de 1,20% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.

Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.