Publicidade
SÃO PAULO – A Nota Fiscal Eletrônica pode aumentar as fraudes virtuais no Brasil. A análise é do presidente da Abraform (Associação Brasileira da Indústria de Formulários, Documentos e Gerenciamento da Informação), Antonio Leopoldo Curi, que lembrou os riscos levantados no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sobre a segurança de documentos fiscais.
Mais preocupante que o terrorismo
Ele lembra que, na ocasião, o roubo de dados foi apontado como a maior preocupação da população mundial, acima de temores como terrorismo, desemprego e desastres naturais.
Ainda segundo Curi, por aqui, só os bancos e administradoras de cartões perderam cerca de R$ 300 milhões com fraudes eletrônicas no ano passado e que a Nota Fiscal Eletrônica só irá contribuir para que haja uma “enxurrada de documentos falsos”.
Além da Nota Eletrônica, o Convênio ICMS 10/05, em fase de regulamentação pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), poderia facilitar as falsificações.
Risco à segurança
De acordo com o presidente da entidade, “caso a medida seja implantada, o documento fiscal, hoje impresso com segurança, será emitido por impressão a laser em uma simples folha de papel em branco”. “Se isto ocorrer, haverá o maior derrame de notas fiscais frias da história do Brasil. Ponto pra pirataria!”, alerta Curi.
Os primeiros pilotos da Nota Fiscal Eletrônica podem ser implementados neste ano, mas ainda é preciso muito aperfeiçoamento. Curi acredita que os riscos para o País no que se refere às fragilidades do sistema e segurança documental na emissão de documentos fiscais parecem não estar sendo levados em conta como deveria, o que torna a situação preocupante.