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SÃO PAULO – O guidance apresentado pela Cemig (CMIG3; CMIG4), que não agradou grande parte do mercado, voltou a pressionar o desempenho dos papéis nesta quarta-feira (2). As ações mais uma vez despontaram na ponta vendedora da bolsa.
As ações preferenciais da empresa encerraram o dia em baixa de 2,53%, cotadas a R$ 24,20, levando a perda semanal a 5,84%. Já os papéis ordinários da companhia fecharam o pregão com desvalorização de 2,36%, aos R$ 18,55.
Guidance decepcionante
Após a revisão anunciada na noite de segunda-feira, a Cemig projeta Ebitda (geração operacional de caixa) entre R$ 3,82 bilhões e R$ 4,40 bilhões para este ano, com salto para R$ 4,77 bilhões a R$ 5,49 bilhões em 2011, números aquém da expectativa anterior de grande parte das casas de research que acompanham a ação, como no caso da Socopa e do Barclays Capital.
Segundo os analistas Osmar Camilo e Marcelo Varejão, da Socopa, o guidance foi prejudicado por um item não recorrente que “deverá impactar significativamente” o resultado da empresa no segundo trimestre, número não revelado de imediato pela companhia na apresentação.
Com isso, o Ebitda projeto pela Cemig este ano ficou 20% abaixo do modelo de precificação do Barclays, resultado determina os analistas Felipe Mattar, Sergio Conti e Bruno Pascon. Além do efeito contábil, o Barclays também pondera o potencial risco político que envolve a empresa, tendo em vista o ano eleitoral no Brasil. Por este motivo, mantém sua recomendação neutra para os papéis.
Análise técnica
A perda da faixa de congestão entre R$ 28,00 e R$ 26,00 foi determinante para a queda das ações preferenciais da Cemig neste pregão, aponta a equipe de análise técnica do Bradesco, que prevê suporte na região dos R$ 24,00. Abaixo deste, a ação segue sua tendência de baixa para R$ 21,10.