Fracasso da Rodada Doha prejudica pólos agrícolas como o Brasil

Importante para as economias brasileira e australiana, o agronegócio sai perdendo com a manutenção do protecionismo

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SÃO PAULO – Parece claro aos principais especialistas em comércio internacional que o grande prejudicado pelo fracasso da Rodada Doha é o agronegócio. Pior para economias que apostam no setor terciário, como as de Brasil e Austrália.

Com a manutenção dos subsídios para agricultores de nações desenvolvidas – particularmente dos EUA -, os grandes ofertantes de produtos alimentícios vêem frustrado o objetivo de obter novos mercados consumidores.

Como consolo, vários dos envolvidos com os esforços da Rodada Doha deram amostra de que, na ausência de um consenso maior, tentarão partir para acordos bilaterais. No entanto, nessas versões simplificadas o poder de barganha das nações emergentes e defensoras do agronegócio diminui consideravelmente.

A grande culpada

Na última segunda-feira (24), as negociações da Rodada Doha, que tiveram início há quase cinco anos, foram suspensas por tempo indeterminado. Como grande culpada pelas frustrações, analistas apontaram a aparente indiferença das nações desenvolvidas em relação a uma agricultura mundial mais próxima do livre comércio.