Fórum Econômico Mundial: mudar ou continuar sob declínio e miséria

Encontro entre políticos e economistas aponta atual crise econômica mundial como o principal tema de discussão

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SÃO PAULO – “Aqui, não queremos ouvir sobre essas declarações novamente, ainda que elas sejam verdadeiras. Queremos concentrar-nos em como podemos sair desta crise e como podemos moldar o mundo pós-crise de forma construtiva”.

A afirmação foi proferida por Klaus Schwab, presidente e fundador do Fórum Econômico Mundial, que reúne anualmente políticos, economistas e especialistas na cidade suíça de Davos. O encontro teve início nesta quarta-feira (28) apontando a atual crise econômica mundial como seu principal tema de discussão.

Ponto crítico

“O que estou dizendo hoje é coerente com o que tenho dito ao longo de muitos anos, mas há uma diferença decisiva: hoje chegamos a um ponto crítico, o que nos deixa apenas uma escolha – mudar, ou continuar enfrentando declínio e miséria.”

Para proporcionar uma oportunidade concreta para os governos de demonstrar a vontade de cooperação global, não apenas retórica mas de forma eficaz e concreta, esta reunião anual será anfitriã também de um encontro de ministros do Comércio.

Apoio ao G20

O dirigente declarou ainda que irá apoiar os governos e nomeadamente o G20 nos seus esforços para resolver os riscos sistêmicos nos sistemas financeiros e estabilizar a economia.

“O que o mundo necessita hoje é mais integração e cooperação”. O propósito do Fórum Econômico Mundial não é tomar decisões, mas sim agir como uma força para a reflexão e conexão: conectando idéias, propostas, as partes interessadas, países e culturas.

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O Brasil

A comitiva brasileira é liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acompanhado do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, além de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. Desta vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participa do encontro.