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SÃO PAULO – Em linha com as expectativas de mercado, o Fomc (Federal Open Market Comitee) elevou a taxa básica de juro dos Estados Unidos em 25 pontos básicos, para 4,75% ao ano. Trata-se da décima quinta alta consecutiva desde junho de 2004, início do atual ciclo de aperto monetário no país.
Mas se a decisão imediata sobre o juro já era esperada, as justificativas e projeções oficiais acompanhando-a chamaram a atenção dos investidores. Segundo o pronunciamento oficial, “alguma contração monetária ainda pode ser necessária para manter equilibrados os objetivos de alcançar crescimento econômico e conviver com preços estáveis”.
Quanto à segunda meta – ligada às pressões inflacionárias – os membros do comitê destacam que os custos elevados da energia e de outras commodities representam certa ameaça.
Olhando adiante
Em toda interpretação das palavras do Fomc, o mercado busca mais pistas sobre as futuras decisões do que sobre o presente. Durante essa reunião, as dúvidas pairavam sobre a possibilidade de um novo acréscimo à Fed Funds Rate em 10 de maio – próximo encontro – ou mesmo em ocasiões mais à frente.
Analistas apontam que há algumas semanas, o mercado aguardava elevações em março e maio. Mas alguns indicadores econômicos divulgados recentemente exigiram a hipótese de um período mais longo de aperto.
Ajuste fino
De acordo com o Fomc, as altas na taxa de juro têm como missão o controle inflacionário. No entanto, qualquer exagero nesse sentido pode provocar um desaquecimento considerável para a maior economia do mundo.
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De modo geral, a impressão é de que a Fed Funds Rate está bastante próxima de um ponto considerado “neutro”, que não encoraja pressões inflacionárias ou inibe o crescimento econômico.