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SÃO PAULO – O Fomc (Federal Open Market Committee) decidiu nesta quarta-feira (19) elevar a taxa de juros nos Estados Unidos em 25 pontos-base, para o intervalo entre 2,25% e 2,5% ao ano.
Além disso, os dirigentes do Federal Reserve reduziram suas projeções de três para apenas duas novas altas das taxas em 2019. Apesar disso, esta nova projeção ainda está acima do que o mercado precifica, sem nenhum movimento nos juros no próximo ano.
A linguagem do comunicado também não foi tão “dovish” quanto o mercado queria. O comitê norte-americano manteve no texto que mais aumentos nas taxas seriam apropriados, embora tenha suavizado um pouco o tom.
“O Comitê julga que alguns aumentos graduais adicionais na faixa alvo para a taxa de fundos federais serão consistentes com a expansão sustentada da atividade econômica, condições de mercado de trabalho fortes e inflação próxima do objetivo simétrico de 2% do comitê no médio prazo”, disse o comunicado.
As únicas alterações do comunicado, em comparação com novembro, foram a adição do termo “alguns” para descrever a trajetória dos movimentos futuros das taxas e a afirmação de que agora o Fed “julga” que os aumentos das taxas são apropriados, enquanto em novembro ele dizia que “espera” ser apropriado.
Apesar de não agradar completamente os investidores, o Fomc deixou claro que “continuará a monitorar a evolução econômica e financeira global e avaliar suas implicações para as perspectivas econômicas”, o que ameniza a postura menos “dovish” do comunicado.
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Além do comunicado sobre os juros, o Fomc também revisou diversas de suas projeções. O comitê reduziu suas perspectivas para a taxa de longo prazo, passando de 3% em setembro para 2,8% projetado agora.
A estimativa de 2019 caiu de 3,1% para 2,9%, e os níveis de 2020 e 2021 caíram de 3,4% para 3,1%. A taxa de fundos está atrelada à maioria das dívidas dos consumidores, principalmente cartões de crédito e empréstimos com taxas ajustáveis.
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O Fomc também reduziu suas projeções tanto para o PIB quanto para a inflação. A economia agora deve crescer 3% em 2018, contra 3,1% esperados em setembro. Para 2019, a expectativa agora é de 2,3%, uma redução de 0,2%.
As autoridades continuaram a descrever o crescimento econômico como “subindo a uma taxa forte” e também deixaram descrições de outras partes da atividade econômica inalteradas.
Já para a inflação, agora o comitê espera que a taxa cresça mais lentamente do que projetado em setembro, caindo de 2,1% para 1,9% em 2018 e de 2% para 1,9% em 2019. A expectativa de longo prazo permanece em 2%.