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SÃO PAULO – Grandes blue chips trabalham para que o porto Sudeste, colocado à venda por Eike Batista, não vá para as mãos de um grupo internacional, conforme apurado pelo jornal Folha de S. Paulo.
O porto, terminal da MMX Mineração (MMXM3), é visto como estratégico para o escoamento do minério de ferro de Minas Gerais. Desta forma, a CSN (CSNA3), a Gerdau (GGBR4), a Usiminas (USIM3; USIM5) e a mineradora Vale (VALE3; VALE5) estudam fazer uma oferta pelo porto e já estariam em conversa inicial com a empresa, segundo apurou o jornal.
A intenção seria impedir a Glencore e a Trafigura de concluir a operação; as empresas já manifestaram interesse pelo ativo, assim como o fundo árabe Mubadala.
O plano do grupo de brasileiros seria assumir as dívidas da MMX, que seriam transferidas para o porto e a renegociação com os bancos credores e não colocar dinheiro novo no negócio. A mineradora deve R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão no curto prazo. Já os negociadores de Eike resistem em trocar o ativo por dívidae já recusaram proposta semelhante.
Procuradas pela Folha, a Vale e a CSN não comentaram o assunto. Já a Usiminas admitiu que acompanha o processo de venda, mas negou que exista negociação. A Gerdau, por sua vez, também negou a negociação. Por sua vez, a MMX afirmou em nota que “é com grande satisfação que tem percebido interesse por parte de diversas empresas” e que “informará o mercado no momento oportuno”.