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SÃO PAULO – Com a cena internacional voltando a dominar as atenções do mercado, o dólar encerrou estável as negociações desta terça-feira, após ter iniciado a semana em forte alta. Além disso, os investidores também analisaram o quadro político, com a continuidade dos rumores de atritos no alto escalão do governo Lula.
Risco de novos atentados voltou a preocupar investidores
Dessa maneira, o mercado de câmbio continuou acompanhando de maneira bastante próxima o noticiário internacional, já que se torna iminente a ocorrência de novos ataques terroristas, em função do assassinato do líder espiritual do Hamas. Assim, os investidores temem que a morte do xeique possa desencadear uma série de atentados terroristas.
Tendo em vista este cenário de maior apreensão, os investidores tendem a ampliar a procura por hedge, a fim de se “protegerem” de possíveis valorizações da moeda norte-americana caso estes ataques realmente ocorram. Assim, durante boa parte da sessão o dólar operou em alta.
Bom fluxo de recursos inibe alta do dólar
Contudo, o que se viu ao longo da tarde foi uma desaceleração do movimento de alta, por conta das boas perspectivas trazidas pelo fluxo favorável de recursos estrangeiros. Neste sentido, a entrada de dólares na economia brasileira segue favorecida especialmente pelas maiores exportações.
Vale lembrar que grande parte do mercado já aposta em um novo superávit recorde da balança comercial no mês de março, de forma que este deve ultrapassar os US$ 2,0 bilhões. Para o ano, o relatório Focus, do Banco Central, projeta um superávit comercial da ordem de US$ 23,15 bilhões.
Dólar encerrou praticamente estável
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9120 na compra e R$ 2,9150
na venda, leve alta de 0,03% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9870, representando um ágio de 2,58%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,31% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,45%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.925,
leve alta de 0,02% em relação ao fechamento
de R$ 2.924
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em leve baixa de 0,05%,
atingindo R$ 2.958 frente
à R$ 2.959 do fechamento de
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ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,81% para maio de 2004, queda de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 1,19%, queda de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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