Focando cenário doméstico, dólar encerra em alta, em dia em que BC não intervém

Apesar de boatos negativos terem sido dissipados, risco país tem alta e mercado ampliou compra de dólares

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SÃO PAULO – O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, ainda impulsionado pelo pessimismo gerado no dia anterior e pela leve alta do risco-país. Em decorrência disto, o Banco Central acabou não intervindo no câmbio, fornecendo indícios de que a autoridade deverá realizar os leilões prioritariamente quando o dólar estiver em queda.

Cabe lembrar ainda que na próxima terça-feira haverá o vencimento de US$ 1,136 bilhão em títulos cambiais, o que deverá impulsionar a cotação da moeda até segunda-feira, já que os investidores buscam resgatar mais reais na troca de seus dólares, inflando, dessa maneira, a Ptax, cotação média da moeda norte-americana.

Sendo assim, o mercado segue aguardando maiores definições de políticas do governo, como as questões microeconômicas, ajuste fiscal, autonomia do BC e estímulos ao crescimento, para que uma nova onda de recursos estrangeiros entrem no Brasil.

Dólar encerrou em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9330 na compra e R$ 2,9350
na venda, alta de 0,55% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9960, representando um ágio de 2,15%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,14% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,14%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.952,
alta de 0,31% em relação ao fechamento
de R$ 2.943
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em alta de 0,20%,
atingindo R$ 2.986 frente
à R$ 2.980 do fechamento de
quarta-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,82% para março de 2004, alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 2,15%, alta de 0,06 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.