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SÃO PAULO – No que depender do noticiário econômico e político, as bolsas devem se manter no vermelho nessa sexta-feira (6), como já ocorre na Europa e nos contratos futuros norte-americanos. Para iniciar a safra de declarações pessimistas, Christine Lagarde, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), alertou que as projeções de crescimento global do órgão serão revistas – para baixo, naturalmente.
Lagarde discursou em Tóquio, e a próxima revisão do FMI acontecerá em meados deste mês. Apesar de mostrar preocupação com o cenário econômico, evidenciado pelos sinais de desaquecimento nos grandes países emergentes, o número não cairá muito bruscamente, afirmou.
Finlândia se recusa a compartilhar risco
Para incrementar o cenário ruim, o ministro de Finanças da Finlândia, Jutta Urpilainen, disse em entrevista a um jornal local que o país não se manterá no euro a qualquer custo e que está preparado para qualquer cenário. Ela rechaçou um cenário de integração entre os países, preocupada com o compartilhamento da dívida e dos riscos da região.
Por falar em risco, a Grécia desistirá de pedir o abrandamento dos termos do resgate, ao menos por ora. Em entrevista ao Financial Times, o ministro de Finanças do país, Yannis Stournaras, disse que os gregos precisam acelerar as reformas no país e colocar o programa de volta aos trilhos antes de pedir qualquer modificação no programa de resgate.
Espanha de volta à zona de risco
O risco também pode ser visto no quanto os investidores pedem de retorno no mercado secundário para comprar títulos públicos dos países. Para comprar títulos de dez anos da
Espanha o valor novamente ultrapassa os 7%, considerado uma barreira psicológica por ter sido o nível onde outros países tiveram que pedir ajuda. Além do mais, o primeiro-ministro Mariano Rajoy já alertou que, nesse nível, o país não consegue se manter no mercado por muito tempo.
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Indústria alemã melhora e aprovação de Merkel dispara
Ainda por lá, a produção industrial encolheu pelo nono mês consecutivo, mostraram dados oficiais. Na comparação anual, a produção despencou 6,1% em maio. Por sua vez, o número foi menor do que a queda esperada e que os 8,3% negativos de abril. Na outra ponta, a produção industrial na Alemanha surpreendeu positivamente os analistas ao avançar 1,6% no mesmo mês, mostrou o ministério de Economia do país.
E, pelo que parece, o povo alemão está satisfeito com o desempenho do país, ou pelo menos com o comportamento de Angela Merkel. Em pesquisa elaborada por uma televisão local, o apoio à chanceler alcançou 58%, no maior nível de aprovação desde 2009.
EUA podem mudar o rumo das bolsas
Por fim, a agenda de indicadores econômicos pode mudar a trajetória das bolsas. Enquanto por aqui o destaque fica por conta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, toda a atenção se volta para os EUA, onde será anunciado, às 9h30 (horário de Brasília), o Relatório de Emprego.
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Segundo pesquisado pelo portal norte-americano Briefing.com, a expectativa é que a economia tenha mostrado a criação de 100 mil empregos, contra os 69 mil do mês anterior, excluindo-se o setor agrícola. Entretanto, a taxa de desemprego deve se manter em 8,2%.