FMI rebaixa previsão de crescimento para o PIB da China em 2012

Segundo maior economia do mundo deve mostrar expansão de 8,5% este ano, e não de 9% como projetado anteriormente

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SÃO PAULO – O FMI (Fundo Monetário Internacional) cortou nesta segunda-feira (6) sua previsão para o crescimento econômico da China este ano de 9% para 8,5%, citando a ameaça de enfranquecimento das exportações em meio ao ambiente de incerteza global.

No seu relatório “Perspectivas da Economia Chinesa”, o fundo internacional afirmou que a taxa de crescimento do país, que situou-se em 9,2% no ano passado, pode recuar abruptamente caso a Zona do Euro sofra uma forte recessão.

Apesar da desaceleração esperada, “a China tem espaço para uma resposta fiscal anticíclica e deve usar esse espaço” para estimular a economia doméstica, disse o FMI, acrescentando esperar que a segunda maior economia do mundo ganhe velocidade no ano que vem, crescendo 8,75%. O estímulo, no entanto, deve ser concedido por meio do orçamento e não do sistema bancário, defende o fundo internacional.

O órgão disse também que a inflação da China atingiu um pico e agora está cedendo para “níveis mais confortáveis”, o que deve permitir que as autoridades ajustem as condições monetárias e irriguem a economia com um pouco mais de crédito.

Política monetária
Especificamente, o banco central chinês deveria relaxar as condições de liquidez ao longo dos próximos meses por meio de suas operações semanais de mercado aberto. “Se os fluxos de capital continuarem baixos, a autoridade monetária também pode lançar mão da redução do compulsório”, observou o FMI.

Sobre o yuan, o organismo disso que a pressão altista sobre a moeda diminuiu recentemente, com a velocidade de acumulação de reservas estrangeiras também declinando por causa do superávit comercial menor e da maior aversão global ao risco.