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SÃO PAULO – A economia da zona do euro contrairá mais do que o esperado neste ano e praticamente não crescerá em 2013 por conta de uma intensificação da crise de dívida soberana, que continuará sendo o principal risco para o crescimento, informou nesta segunda-feira o FMI (Fundo Monetário Internacional).
O FMI piorou sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro para uma contração de 0,4% neste ano, ante estimativa de queda de 0,3% em julho. No ano que vem, o fundo espera que a economia da zona do euro cresça apenas 0,2%, em vez dos 0,7% projetado em julho.
Em seu relatório Perspectiva Econômica Mundial, o FMI informou que “a mais elevada prioridade política na Europa é resolver a crise na área do euro. Resolver a crise do euro requer progressos que passam pela união bancária e fiscal em combinação com suporte à demanda de curto prazo e gerenciamento da crise”.
O FMI também disse que, com a inflação sob controle em 17 países da zona do euro, há espaço para menores taxas de juros do BCE (Banco Central Europeu).
O órgão estima que a inflação será de 2,3 por cento neste ano e 1,6% em 2013 – abaixo da meta do BCE, que é de pouco menos de 2% no médio prazo.
A principal taxa de refinanciamento do BCE está atualmente na mínima histórica de 0,75%, e economias esperam mais um corte de juros neste ano.
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“O BCE deve manter sua taxa de juro baixa no futuro próximo ou reduzi-la ainda mais. O BCE também deve continuar a fornecer ampla liquidez para bancos”, disse o FMI.
O FMI, um credor global de último recurso, está fortemente envolvido no combate à crise de dívida da zona do euro, ajudando a financiar Grécia, Irlanda e Portugal após os três países perderem a capacidade de adquirir empréstimos a taxas sustentáveis por conta de finanças públicas problemáticas e baixo nível de crescimento econômico.
Os desfortúnios de países sob pressão do mercado, que também incluem Espanha e Itália, estão também afetando economias fortes, como a Alemanha, maior da zona do euro e motor do crescimento econômico europeu, disse o FMI.
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