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SÃO PAULO – A recente performance da economia da América Latina tem sido forte. A região está no meio da mais vigorosa expansão desde 1970, com uma média de crescimento de mais de 5% nos últimos três anos. Mantendo o cenário positivo, o FMI (Fundo Monetário Internacional) projeta um superávit em conta corrente pelo quinto ano consecutivo em 2007 para a região.
No entanto, muita coisa ainda precisa ser feita para elevar ainda mais o crescimento, diminuindo o atraso do desenvolvimento de países e reduzindo as vulnerabilidades macroeconômicas, incluindo os altos níveis de dívida pública, aponta o FMI.
O gasto público na América Latina avança desde os meados de 1990, embora não seja de forma contínua. Entre 2003 e 2004, os gastos foram contidos na primeira fase da atual expansão econômica. Desta então, no entanto, houve um aumento das despesas em 11 dos 17 países da região entre 2004 e 2006.
Reforma dos gastos
Para o FMI, a reforma dos gastos é essencial, se os países reduzirem suas despesas, enquanto mantiverem os serviços públicos existentes. A instituição considera os gastos da América Latina ineficientes.
De uma forma geral, o FMI aconselha uma reforma dos gastos do governo, uma melhora na eficiência dos investimentos públicos, no serviço civil e um cuidado com os gastos sociais. “A América Latina precisa reformar os gastos públicos para garantir melhor eficiência, melhor atendimento aos cidadãos de baixa renda e à infra-estrutura”, relata a instituição.
As regras fiscais eficientes, que auxiliam a conter os gastos, durante o aperfeiçoamento da economia podem ser útil, acrescenta o FMI. Os governos devem também melhorar sua capacidade de avaliar e gerenciar os projetos de investimentos.