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SÃO PAULO – A Junta de Governadores do FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou, com 92,9% dos votos de seus 185 Estados membros, o projeto de reforma de poderes, informou nesta terça-feira (29) a instituição financeira internacional.
“Interpreto este resultado como o começo da nova legitimidade do Fundo”, comentou Dominique Strauss-Kahn, em comunicado oficial. O projeto, cujo objetivo é dar mais poder aos países emergentes, deveria ser aprovado por no mínimo 85% dos Estados membros (por meio de direitos de voto).
Brasil com mais poder
Com a aprovação, o Brasil fica entre os países emergentes mais beneficiados com a sua cota aumentada em 40%, em termos absolutos, passando de 1,4% para 1,8% do total das cotas. O poder de voto do País aumenta de 1,4% para 1,7% dos votos totais.
O poder de voto brasileiro passa de 18º para 15º na posição entre os países membros. A Diretoria do Brasil sobe três posições, da 21ª para a 18ª, entre as 24 cadeiras na instituição.
Maior acesso a emergentes
Desde a aprovação da proposta pela Diretoria Executiva do fundo, em 28 de março, os representantes brasileiros trabalharam para que demandas adicionais dos países em desenvolvimento fossem contempladas.
Em comunicado, o Ministério da Fazenda afirma que conseguiu introduzir na pauta do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) medidas que visam ampliar o acesso de emergentes aos financiamentos do fundo e uma referência às revisões periódicas, a cada cinco anos, das cotas dos membros.
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“Esse aumento beneficiaria os tomadores de empréstimos do Fundo e pode ser importante para países que estão sendo ou venham a ser gravemente atingidos pela crise alimentar”, destaca o ministério.
A reforma ainda precisa ser aprovada pelo Poder Legislativo da maioria dos membros do FMI, o que deve ser votado até 30 de outubro deste ano.