Europa

FMI antecipa visita a Portugal para tratar de corte de gastos

Representantes do FMI estão se reunindo com o governo de Portugal para identificar áreas onde possam ser feitos cortes adicionais planejados de despesas

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LISBOA – Representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão se reunindo com o governo de Portugal, antes da data previamente agendada, para identificar áreas onde possam ser feitos cortes adicionais planejados de despesas, informou a agência estatal Lusa, citando uma fonte governamental.

O Ministério das Finanças de Portugal informou na sexta-feira ter pedido apoio técnico do FMI e convidado também a Comissão Europeia e o Banco Mundial a tomar parte na missão técnica, mas acrescentou que não iria confirmar nem negar se as reuniões já estavam sendo realizadas.

Segundo a Lusa, uma equipe da área técnica do FMI chegou há cerca de uma semana. Uma fonte governamental disse, de acordo com a agência, que “estavam sendo realizados encontros com ministros para analisar as principais áreas de despesas e compreender o que pode ser feito em termos de reformas”.

A previsão era que representantes da União Europeia e FMI começassem no fim de novembro sua sexta revisão do pacote de 78 bilhões de dólares de ajuda a Portugal.

Mas o governo pediu ajuda técnica antes da próxima revisão, para auxiliá-lo no plano de corte de despesas de 4 bilhões de dólares.

“Este é um exercício independente do programa de assistência a Portugal e seu esboço foi acertado durante os encontros anuais do FMI e Banco Mundial em Tóquio, em outubro”, escreveu o Ministério das Finanças em um comunicado enviado por e-mail à Reuters.

Na quarta-feira o Parlamento de Portugal aprovou o maior aumento de impostos na história moderna do país, abrindo caminho para uma batalha judicial sobre um orçamento que o governo diz ser vital para manter nos trilhos seu pacote internacional de ajuda nos trilhos.

O governo diz que os aumentos de impostos são a única maneira de garantir que o país cumpra a meta de déficit orçamentário do ano que vem, de 4,5 por cento, como parte do acordo para o recebimento de ajuda internacional. Mas também prometeu uma reforma nos gastos do Estado para evitar futura elevação de impostos.

(Reportagem de Daniel Alvarenga)

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