A partir de segunda

Flexibilização em SP não é motivo para sair de casa sem necessidade, diz secretária de Desenvolvimento Social

Especialistas em infectologia recomendam que as pessoas saiam de casa apenas em situações de necessidade

Supermercado em Campinas, que montou uma estrutura para proteger funcionários e clientes do novo coronavírus (foto: WAGNER SOUZA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

A reabertura parcial de shoppings e estabelecimentos comerciais em parte do Estado de São Paulo, a partir da próxima segunda-feira, não deve ser motivo para que as pessoas deixem de adotar medidas de isolamento social e de proteção contra o coronavírus, segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Patricia Ellen.

Especialistas em infectologia e medicina do comportamento recomendam que as pessoas saiam de casa apenas em situações de necessidade. Eles também orientam evitar visitas, principalmente a pessoas que fazem parte dos grupos de risco, como idosos.

Segundo Patricia, este é um momento para reforçar a proteção. “O papel do cidadão é cobrar de estabelecimentos o cumprimento das regras e fazer compras de forma breve, prática e com muito cuidado.

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Não está na fase de sair para passeio. Os grupos de risco têm de continuar em casa.” Patricia diz que a abertura de parte do comércio não deve ser um estímulo para que as pessoas comecem a fazer visitas nem organizar eventos com parentes e amigos.

Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo e diretor-clínico do Fleury, alerta que a retomada do funcionamento dos shoppings e lojas coincide com o período frio, de modo que as pessoas precisam tomar mais cuidado ao frequentar locais fechados.

“Se precisar ir a determinada loja, deve ir, comprar o que precisa e voltar para casa. Não é para passear.”

Visitas a parentes e amigos devem ser evitadas. “As pessoas devem continuar lavando as mãos, usando máscaras e fazendo compras pela internet. As famílias que podem evitar o contato, devem manter isso, especialmente quem tem parentes no grupo de risco. As pessoas precisam ter bom senso, porque o vírus não deixou de existir”, diz.

“Estamos em situação de transição. Não é hora de sair visitando todas as pessoas, porque a flexibilização está buscando reconfigurar uma nova vida, mas as relações vão ser retomadas aos poucos”, diz Ricardo Monezi, professor da PUC-SP e especialista em medicina do comportamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.