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SÃO PAULO – Em dia de poucos indicadores no Brasil e no cenário externo, a decisão da China de flexibilizar seu câmbio ganha destaque nesta segunda-feira (21), dia também de vencimento de opções na BM&F Bovespa.
Na Europa, os mercados gostaram da notícia vinda da China e operam em alta. Por volta de 8h18, o índice FTSE 100 (Inglaterra) subia 1,08%, enquanto o índice DAX (Alemanha) e CAC (França) ganhavam 1,45% e 1,63%, respectivamente.
E nos Estados Unidos, os mercados futuros também aceleram, com os contratos de ações da S&P subindo 1,53%, os da Dow Jones valorizando 1,36% e os da Nasdaq ganhando 1,54%, no mesmo horário.
China
Neste final de semana, o PBoC (Banco Popular da China) anunciou o recomeço de sua flexibilização monetária, como vista entre meados de 2005 a 2008. Contudo, o banco não deve adotar um regime de câmbio flexível. Segundo analistas ainda há dúvidas sobre os motivos que levaram a China fazer isso e como será daqui em diante.
“As declarações do PBoC deixam duas importantes questão não respondidas. Primeiro: a China vai permitir que o renmimbi [moeda chinesa; RMB] se aprecie? E se sim, quanto? Em segundo lugar, em que grau a China irá permitir mais flexibilidade e volatilidade na taxa de câmbio do renmimbi?”, questiona Flemming J. Nielsen, analista do Danske Bank.
Para Nielsen, é improvável que haja grandes mudanças na cotação do yuan no curto prazo. Ele acredita que a China vai permitir a apreciação de sua moeda levemente contra o dólar, enquanto a volatilidade na taxa US$/RMB vai subir substancialmente, se comparada aos últimos dois anos.
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A principal discussão gira em torno da balança comercial chinesa. Com um renmimbi mais depreciado, a China tem conseguido manter em altos patamares suas exportações. O que se especula neste momento é como ela lidará com uma apreciação da divisa e possível aumento de importações.
Mercados
No front internacional, o destaque será o pronunciamento do presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, perante o parlamento europeu, em Bruxelas. A expectativa é que ele fale sobre a situação econômica da região, a volatilidade do mercado, além da taxa de juros da Zona do Euro.
E no Brasil, esta segunda-feira é dia de vencimento de opções na BM&F Bovespa. Geralmente, esses momentos são marcados por forte volatilidade, refletindo a disputa entre “comprados” (os que apostam na alta das ações) e “vendidos” (aqueles que acreditam no fraco desempenho dos papéis).
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Assim, a estratégia dos “comprados” é adquirir grande quantidade de ações, buscando elevar seu preço, enquanto os “vendidos” vendem os papéis, com o objetivo de abaixar as cotações.
No dia, teremos ainda para o Relatório Focus, com projeções sobre a atividade e inflação feitas por economistas compiladas pelo Banco Central brasileiro e a Balança Comercial da semana.