Fleury (FLRY3) tem queda de 21,7% no lucro líquido no terceiro trimestre, a R$ 103,5 milhões

Apesar da queda no trimestre, o lucro líquido da empresa cresceu em 2021 no comparativo dos primeiros nove meses, com o ano passado

Equipe InfoMoney

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O Fleury (FLRY3) apresentou lucro líquido ajustado de R$ 103,5 milhões no terceiro trimestre de 2021 (3TRI21), uma queda de 21,7% em relação ao mesmo período de 2020, quando havia reportado R$ 132,1 milhões.

Apesar da queda no trimestre, o lucro líquido da empresa cresceu em 2021 no comparativo dos primeiros nove meses, com o ano passado. E foi uma alta expressiva: 162,8%, para R$ 308,7 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) recorrente seguiu a mesma linha: queda no terceiro trimestre, alta no acumulado do ano; respectivamente, menos 7,1%, para R$ 300,7 milhões, e mais 54,9%, para R$ 835,4 milhões.

Um dos itens de crescimento está no resultado positivo em exames de análises clínicas, como de imagem, que pelo segundo trimestre consecutivo registrou forte crescimento. Neste caso, de 16,8% em relação ao 3T20. Tal item já opera em patamares superiores ao pré-pandemia (+10,6% com relação ao 3T19).

Em relação aos exames de Covid-19, o período mostrou diminuição da participação no faturamento do Fleury (FLRY3), conforme a pandemia vai arrefecendo, com o avanço da vacinação. Foram realizados 400 mil exames no trimestre, o equivalente a 6% da receita bruta – o menor índice desde que a empresa passou a oferecer o serviço. “O crescimento da receita em exames eletivos reflete a menor dependência dos exames de Covid-19”, salienta a companhia.

Assim, a receita líquida teve um acréscimo de 17,6%, para R$ 1,028 bilhão no 3TRI21, com o acumulado do ano crescendo 39,7% no comparativo ao mesmo período de 2020.

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Investimentos no atendimento móvel e ofertas de atendimento físicas e digitais são outros fatores que a empresa reforçou entre os destaques do trimestre: “Para dar aos pacientes cada vez mais autonomia e tornar sua jornada ainda mais digital, o Grupo Fleury fechou em setembro uma parceria com a IBM. Com o uso de tecnologias de inteligência artificial e automação, o projeto vai desenvolver uma nova experiência para o cliente nos diferentes canais de atendimento do Grupo (incluindo a criação de um agente de atendimento virtual), além de apoiar a expansão dos negócios com a oferta de novos serviços e produtos cloud native”.

A XP Investimentos comentou que o lucro líquido da Fleury veio 4,9% acima da estimativa, apresentando receita recorde impulsionada pelo crescimento orgânico e inorgânico.

No entanto, a casa destaca que uma parte do aumento da receita veio de fontes inorgânicas, o que, juntamente com a compressão da margem Ebitda, pode significar que o crescimento marginal pode render retornos menores do que a operação atual.

O Itaú BBA comentou que os resultados da Fleury ficaram em linha com as expectativas, uma vez que a reabertura econômica impulsionou uma recuperação no diagnóstico eletivo, resultando em uma expansão sequencial da linha de frente de seus centros de atendimento ao paciente.

Segundo o banco, o crescimento do volume em testes eletivos mais do que compensou a redução nos testes COVID-19, proporcionando um crescimento sólido das vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) em todas as marcas e resultando em uma expansão da receita de 10% no trimestre.

O banco mantém avaliação market perform e preço-alvo de R$ 29,00 para o ativo.

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A XP mantém recomendação neutra para ações, com preço-alvo de R$ 29,00.

O Credit Suisse reduziu o preço-alvo da Fleury de R$ 28 para R$ 23,00, incorporando os resultados e projetando os novos negócios que agora foram discriminados pela empresa. Dessa forma, o banco mantém recomendação neutra.

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