Fleury (FLRY3) afirma que alavancagem projetada reflete nível já divulgado ao mercado

Companhia prestou esclarecimentos após fala da CEO

Felipe Moreira

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Unidade Fleury em Alphaville. (Foto: Reprodução/Fleury)
Unidade Fleury em Alphaville. (Foto: Reprodução/Fleury)

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O Grupo Fleury (FLRY3) disse, em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que a relação entre dívida líquida e Ebitda entre 1 e 1,2 vez, mencionada em entrevista pela CEO, está em linha com o intervalo que vem sendo registrado e divulgado ao mercado nos últimos anos.

Em entrevista ao NeoFeed, a CEO Jeane Tsutsui afirmou que a companhia mantém disciplina financeira na avaliação de novos negócios. “Eu não preciso comprar. Eu compro se tiver uma boa oportunidade e se tiver uma convergência em todos os pilares”, disse a executiva.

Segundo Tsutsui, cada aquisição passa por uma análise de três pontos principais: estratégia, cultura e retorno financeiro. “Comprar caro pode significar destruir valor. Nosso múltiplo hoje [EV/Ebitda] é de 5,5 vezes. Se eu pagar acima disso, está caro”, afirmou.

Segundo a empresa, o indicador ficou em 1,02 vez em 2025, 1,01 vez em 2024 e 1,23 vez em 2023. No primeiro trimestre de 2026, a relação dívida líquida/Ebitda era de 1,04 vez, conforme o relatório trimestral da companhia.