“Flash crash” da libra, IPCA e relatório de emprego: sexta é cheia de surpresas para os mercados

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta sexta-feira

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SÃO PAULO – A sexta-feira é agitadíssima para os mercados mundiais, que repercutem os dados de emprego nos EUA, enquanto a libra e sua “queda misteriosa” roubam a cena nos mercados. No Brasil, atenção ainda para a reação à aprovação da PEC do teto de gastos na Comissão Especial da Câmara e para o IPCA de setembro abaixo do esperado, que mexe com o DI. Confira os destaques desta sexta-feira (7):  

1. Bolsas mundiais
Após um início de sessão bastante tenso à espera dos dados do relatório de emprego nos EUA, os números abaixo do esperado pelo mercado registrados nesta sexta-feira animaram os mercados. O Dow Jones futuro zerou as perdas, assim como as principais bolsas europeias.

O grande destaque, contudo, fica para o britânico FTSE, que sobe mais de 1% e rouba a cena após a forte desvalorização da libra. A moeda britânica desabou 6,1% na abertura dos negócios na Ásia, em um movimento denominado “flash crash”, mas se recuperou e tem perdas de cerca de 2% nesta manhã, com o mercado lutando para entender o motivo da queda. Entre as hipóteses, estão os maiores riscos por conta da saída do Reino Unido da União Europeia, operações com algoritmos, “dedo gordo” e até uma entrevista do presidente da França François Hollande dizendo que o Reino Unido deveria sofrer as consequências por deixar a União Europeia (veja mais clicando aqui). 

Voltando aos EUA, além do payroll, a agenda americana destaca falas de vários dirigentes do Fed ao longo do dia. Loretta Mester, dirigente do Fed de Cleveland, afirmou que os dados de emprego foram sólidos. 

Às 09h48, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +1,08%

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* CAC-40 (França) -0,07%

*DAX (Alemanha) -0,17%

* Nikkei (Japão) 225 -0,23% (fechado)

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*Hang Seng (Hong Kong) +0,23% (fechado)

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,13%

*Petróleo brent -0,61%, a US$ 52,19 o barril

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2. Relatório de emprego
O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou, na manhã desta sexta-feira (7), que 156 mil novos postos de trabalho foram criados na maior economia do mundo em setembro, ante expectativas por 172 mil vagas de economistas consultados pela Bloomberg. A taxa de desemprego, por sua vez subiu para 5%, ante expectativa de 4,9%.

Nos EUA, o vice-presidente do Fed Stanley Fischer e as dirigentes Loretta Mester (Cleveland), Esther George (Kansas) e Lael Brainard falam ao longo do dia. 

3. IPCA
No noticiário doméstico, o IBGE divulgou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, que surpreendeu o mercado positivamente, ao subir 0,08% (a menor taxa para o mês desde 1998), ante expectativa de alta de 0,18%. 

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4. PEC do teto
Após uma sessão bastante conturbada, com muitos tumultos, a comissão especial na Câmara aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estabelece um teto para os gastos públicos aprovou por 23 votos a favor e 7 contra. O texto-base do parecer foi feito pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, confirmou para a próxima segunda-feira (10) a votação da PEC pelo Plenário, em primeiro turno.

Em relação ao texto apresentado na terça-feira, Perondi decidiu retirar a ampliação da vigência da DRU (Desvinculação de Receitas da União) até 2036. Com isso, este mecanismo, que permite ao governo gastar livremente 30% da arrecadação com determinadas contribuições, permanece com a validade atual, até 2023.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez pronunciamento na noite de ontem em rede nacional sobre a PEC 241, afirmando que este é o caminho para a economia voltar a crescer e o governo não aceitará mais a inflação e o desemprego. “É necessário um prazo para ajustar as contas de forma gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos projetos mais importantes, aqueles essenciais. Saúde e educação, por exemplo, serão preservados. Estamos criando mecanismos para garantir que essas áreas prioritárias não terão perdas”, disse ele. 

5. Noticiário corporativo
A CVM rejeitou uma proposta de acordo da Petrobras e alguns de seus ex-diretores para encerrar uma investigação. Os valores das multas propostas, e que foi rejeitado, chegavam a R$ 1,6 milhões. Enquanto isso, a BM&FBovespa informou que o CME Group vendeu 28 milhões de ações emitidas por ela, reduzindo sua participação acionária de 4,0% para 2,4% das ações em circulação. Já a OGPar teve suas contas bloqueadas pela Justiça no valor de até R$ 5,9 milhões. Confira estas e mais notícias clicando aqui.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.