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SÃO PAULO – Rebaixando os ratings da VCP (VCPA3) e elevando os da Aracruz (ARCZ6), a agência de classificação de risco Fitch colocou as notas IDR (Issuer Default Rating, que avalia a probabilidade de inadimplência do emissor) em moeda local e estrangeira e as notas em escala nacional de ambas as companhias em “BB” e “A+ (bra)”, respectivamente.
Antes da avaliação divulgada nesta terça-feira (13), os IDRs em moeda estrangeira e local da VCP estavam em “BB+”, ao passo que a probabilidade de inadimplência da Aracruz estava avaliada em “BB-”. Já o rating em escala nacional da primeira empresa estava avaliado em “AA- (bra)”, enquanto a nota da segunda companhia era “A (bra)”.
O relatório da agência de classificação mostra que essas revisões refletem a convergência da qualidade de crédito apresentada ao longo de 2010 pelas duas companhias, que até o final do ano deverão concretizar o processo de fusão entre elas, mudando o nome para Fibria. No período, a VCP ampliou sua participação no capital votante da Aracruz, passando de 28% para 99,6%.
O nascimento da Fibria resultará numa das maiores empresas de seu segmento de atuação no mundo, com uma capacidade produtiva anual de celulose praticamente duas vezes maior que o da segunda maior companhia do mercado. “Os ratings da VCP e da Aracruz levam em conta a posição muito forte de negócios da companhia”, afirmam os especialistas.
Alta alavancagem em 2009
Nos últimos anos, ambas as empresas sofreram com o aumento do seu nível de endividamento. Na passagem de 2007 para 2008, as companhias aumentaram seu grau de alavancagem de US$ 2,2 bilhões para US$ 5,4 bilhões, principalmente por conta das perdas em operações com derivativos na Aracruz, que totalizaram em 2008 US$ 2,1 bilhões de prejuízo.
Para este ano, os analistas da Fitch projetam que o Ebitda (geração operacional de caixa) mostre queda em relação ao ano anterior, devido aos menores preços estipulados no mercado de celulose na primeira metade de 2009. Devido à menor geração de caixa, a equipe de análise espera que o índice dívida líquida/Ebitda das companhias fique em torno de 6,2x em 2009, ao passo que em 2008 o nível ficou em 5,0x.
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A partir de 2010, no entanto, essa tendência deverá dar sinais de reversão, dada a perspectiva de melhores preços da celulose e o recebimento de US$ 430 milhões com a venda da planta de Guaíba, sendo previsto para o período um índice de 4,0x. Esse cenário poderá proporcionar um 2011 ainda mais ameno, com níveis em torno de 3,5x.