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A agência internacional de classificação de risco Fitch anunciou hoje que rebaixou os ratings soberanos da Argentina para “B+”, colocando-os em perspectiva negativa. As classificações anteriores eram “BB-” para dívidas em moeda estrangeira e “BB” para dívidas em moeda local (peso argentino).
Segundo a agência, a classificação reflete “a dificuldade que o setor público argentino terá para obter financiamentos a juros baixos”. A Argentina tem enfrentado aumentos constantes no prêmio solicitado pelo mercado para financiar o país, fruto da percepção de risco crescente por parte dos investidores. No último leilão de Letras do Tesouro (Letes) de 91 dias, o governo argentino pagou taxas de 10,96%, contra 6,86% e fevereiro e 8,47% em janeiro.
Nos próximos meses o país enfrentará o vencimento de uma grande parcela das suas dívidas. Instituições financeiras locais já se comprometeram em financiar US$ 13 bilhões, além de US$ 9,7 bilhões que virão do próprio governo. As necessidades do país podem ultrapassar US$ 27 bilhões, incluindo a rolagem das Letras do Tesouro nacional e a amortização de parte do pagamento da dívida com o FMI.
A agência Fitch colocou a Argentina sob perspectiva negativa pela primeira vez em 20 de Setembro de 2000, e citou em seu comunicado que para restaurar a confiança dos investidores e caminhar para um crescimento da economia, a Argentina deveria rever o seu programa econômico além de ter uma forte base política. Com a entrada do novo ministro Cavallo, a confiança no país foi em parte restaurada, pois o mesmo demonstra habilidade política e experiência suficiente para ajudar a economia argentina. Com o seu novo pacote econômico, o sexto do governo De la Rúa, o governo pretende estabilizar a economia, com medidas como o imposto semelhante a CPMF brasileira, que pode render US$ 3 bilhões aos cofres argentinos.