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SÃO PAULO – A Fitch reafirmou nesta segunda-feira (1) os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) da companhia Dasa (DASA3) em moeda estrangeira e local, em “BB”, além da nota nacional de longo prazo, em “A+(bra)”, e internacional de longo prazo da emissão de notas seniores sem garantia. A perspectiva para os ratings corporativos é estável.
Segundo a agência de classificação de risco, tal decisão se baseia na posição de liderança da empresa no mercado brasileiro de diagnósticos médicos, além do seu conservador histórico de gerenciamento de crédito, fundamentado no financiamento de sua expansão com uma combinação de dívida e capital.
A Fitch também ressalta o porte da empresa, que lhe permite cobrar preços competitivos em relação à maioria dos concorrentes, e os fortes resultados do primeiro trimestre de 2009, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 77 milhões.
Fatores negativos
A agência também listou no release divulgado nesta segunda-feira os fatores que limitaram a classificação da companhia, como o aumento da probabilidade de pagamento pelas contrapartes durante crises econômicas, a necessidade de administração de sua reputação e o risco de um possível descasamento do real frente ao dólar, entre outras.
O último se explica à luz do fato de que cerca de 72% da dívida da Dasa está atrelada ao dólar, ao passo que 100% das receitas são geradas em real, de forma que o risco de descasamento de moeda é alto para a empresa, que opera instrumentos financeiros de hedge para proteger o seu fluxo de pagamento de juros para os próximos 4 anos.
Perspectivas para o setor
Por fim, a Fitch analisa as perspectivas para o mercado de diagnósticos médicos, que, segundo a agência de classificação de risco, permanece favorável mesmo com o cenário desafiador de 2009, ano em que espera um crescimento de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto) do País.
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A melhora do ambiente socioeconômico do Brasil nos últimos anos, com aumento do PIB per capita e retração da taxa de desemprego, favoreceu a migração do sistema público de saúde para o privado, que deve continuar ocorrendo ao ver da Fitch.