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SÃO PAULO – A agência classificadora de rating, Fitch, reafirmou a nota do risco dos Estados Unidos em “AAA”, a maior de todas as notas possíveis, com perspectiva estável. A agência justificou pela flexibilidade de pagamentos “sem paralelo” do país, que é emissor da mais reserva de valor preponderante no mundo, o dólar, além de possuir o mercado de capitais mais profundo e líquido do mundo.
O comunicado da Fitch ainda afirma que o déficit do governo federal dos EUA deve cair ainda mais em 2015 e em 2016 dos 2,8% do PIB (Produto Interno Bruto) registrados em 2014. A perspectiva para o déficit no médio prazo teve uma leve melhora em uma combinação de força no crescimento econômico e taxas de juros mais baixas do que o esperado. O custo da inflação do sistema de saúde também foi reduzido, mas ressalva que sem reformas nos gastos obrigatórios e/ou na carga tributária, o déficit vai crescer novamente em 2018.
“Os Estados Unidos estão crescendo mais rápido com melhores prospectos do que a maior parte do mundo desenvolvido. Com uma expansão de 2,4% em 2014, a Fitch espera que os EUA cresçam 3% em 2015, desacelerando levemente em 2016”, diz a agência. O fortalecimento do dólar ante a maioria das divisas mundiais, enfraquecendo o desempenho das exportações juntou-se à queda do petróleo para aumentar o rendimento disponível na economia, afirma a Fitch, lembrando também que a rápida criação de empregos deve levar a elevações nos salários reais (descontando a inflação).
Com isso, a maior economia do mundo deve aguentar o aperto monetário previsto para começar este ano, avalia a agência. O Federal Reserve – banco central norte-americano – não eleva os juros básicos dos EUA desde 2006.