Fitch Ratings eleva classificação do Brasil para grau de investimento

Agência altera o rating em moeda local e estrangeira do País de BB+ para o BBB-, primeiro nível do investment grade

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou nesta quinta-feira (29) o rating do Brasil em moeda local e estrangeira para grau de investimento, mostra nota publicada há pouco. A nota foi elevada de “BB+” para “BBB-“.

O release da instituição foi enfático ao relacionar o upgrade da nota brasileira deveu-se basicamente à melhoria da política externa brasileira e do setor público. A Fitch ainda salientou a menor vulnerabilidade aos choques externos e variações cambiais.

Fatores como os benefícios trazidos pela trajetória de valorização recente das commodities também foram relacionados pela Fitch, e associados à maior “blindagem” do mercado brasileiro às turbulências externas.

À espera da tríade

Após movimento semelhante da S&P há cerca de um mês, o mercado agora espera a elevação da nota pela agência Moody’s, que seria a última entre as três principais empresas de classificação de risco do mundo a elevar o rating do Brasil.

Atualmente, a nota do País com a Moody’s é Ba1. Em comunicado recente, a agência disse que o Brasil precisa melhorar os índices de dívida para ter a sua nota elevada.

Expectativas ampliadas na véspera

Na véspera, as expectativas da confirmação do investment grade pela Fitch foram significativamente impulsionadas. A agência privada de classificação canadense DBRS elevou a nota de dívida soberana do Brasil para grau de investimento na última quarta-feira, e mexeu forte com o mercado.

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O Índice Bovespa reagiu ao evento da véspera com expressiva alta de 3,04%, mas em grande parte, associada exatamente à ampliação das expectativas quanto à confirmação do investment grade pela Fitch, tendo em vista a menor expressão da agência canadense.

Impacto no mercado

O reflexo sobre a bolsa brasileira foi evidente. O Ibovespa cedia mais de 1% momentos antes da confirmação da notícia pela Fitch, e chegou a experimentar ganho próximo de 0,50%.

Vale salientar que muitos fundos de pensão exigem que ao menos duas das “grandes” agências classificadoras confirmem a nota como selo de segurança para sua entrada em tal mercado.